11 novembro 2009

vertere seria ludo XI

Os dias, frágeis louças do serviço
do prazer, se contam em somas
de prejuízos. Jogo que se impõe
viver, a se querer ou não: lançar

pétalas ao fogo até restar a haste

nas mãos. O limite do número de pétalas
tornar-se-á sentido e significado quando,
por entre as equações de rosas desfeitas,
se levantar em geometrias lindas

o inumerável amor. As pétalas se vão

ao fogo, a haste guarda-se no bolso.
A espionagem amorosa dos entendimentos
dos segredos desenhados na louça,
não desprezará, no cômputo geral,

o peso do perfume.

6 comentários:

Dauri Batisti disse...

Vertere seria ludo, Horácio, Ars Poetica: misturar o sério ao divertimento

Juliano disse...

As pétalas se vão, mas o perfume fica.!

Abraços Dauri

Eurico disse...

E que divertimento!

Abraço amigo e irmão.

Unseen Rajasthan disse...

Nice words !! nice blog..

Maria Helena disse...

Lendo,veio-me à mente um caleidoscópio perfumado.

Bjs.
Maria Helena

Mai disse...

"No limite da vida entre a chance e o desperdício"...

Antes de ontem eu vim aqui comentar este texto e meu computador apagou antes que eu concluisse o comentário.

Você parece que subverte a palavra e pinta o sete de modo genial.
Aqui você brinca com a seriedade das operações e contabiliza o que quer.

Poema operações e soma em novas possibilidades.

Beijos.