21 setembro 2009

Não sei o que digo,

...,

o retorno absoluto da poesia
se dá
no dia da morte.
O universo poderoso se vê
infinitamente incapaz
frustrado, vencido.
O coração humano
que para de bater
declama-se.

10 comentários:

Vivian disse...

..."O coração humano
que para de bater
declama-se"_liberto,
soberano de seus desejos,
porque solto da matéria,
bate no compasso do universo,
palco de amor e poesias.

beijo, poeta singular!

céu e saudade disse...

declama-se em tom agudo, inaudível.
menos para o universo, que vai pintando, em cada morte, uma nova estrela, no céu da saudade.

Luis Eustáquio Soares disse...

o retorno absoluta da poesia é a metamorfose de tudo, na consubstanciação do nada, que é tudo, como manancial de biodiversidades, tal que sejamos o que devemos ser, vivos, adubos pra novas vidas.
saudações, poeta,
luis de la mancha

Juliano disse...

Declama-se perante ao paraiso.!

Abraços Dauri

Ava disse...

Muito triste, Dauri...

Esse declamar de pois de morto...

Será nescessário morrer... para que a poesia se faça... não sei... ou não consegui captar a essência de sei poema...


Beijos e flores!

Dauri Batisti disse...

Ava,

não há saída para o ser humano, senão pela porta do que ele mesmo é: a poesia.

O universo, apesar de ser sem fim, perde diante da infinitude do coração humano. Ou seja, até quando morre o ser hmano é o milagre do universo.

Sei lá. Não sei o que digo. Digo, estribilho torto da música que nos atravessa.

Beijo.

tossan® disse...

Retorno da poesia! Bela! Abraço

Ps: Reeditei o IV, (espero que goste) lá no
http://amigosnablogosfera.blogspot.com/

Jacinta Dantas disse...

É...
penso que a poesia está, também, no irromper-se para o desconhecido. Um estranho paralelo com o nascimento. Vida e morte, assim, andando juntas desde sempre. O encontro do fim que é outro começo.
Sei lá...
Beijo

Mai disse...

é, não sei... mas talvez só o eros resoluto e ilógico exprimindo em linguagem a poesia, lenisse corações.
Sei lá...

Beijos,

paula barros disse...

Penso e sinto que o coração aprisionado, o que bate forte, acelerado, sem poder se expressar, é o que mais transforma....o grito, a dor, o amor...em poesia.