19 setembro 2009

VIII
(fim desta série, acho que sim)

Abandonei-me e fui
(ou fui forçado a ir)
para campo aberto,
quadro sem tela.

Passei ao largo dos alcances,
deslimitei a razão para ir
a estes mundos onde

os mundos revolucionam os mundos
e constroem uma estrada
que sobe a montanha de onde se cai
nas correntes prateadas de ar,
em asas desacreditadas.

Abandonei-me, fui,
(as asas funcionam)
e pousei no lado da noite
em que se enxerga (penso)
a voz que grita na própria boca,
tão estranha e conhecida.

No fundo da voz, nos seus escuros,
nos seus sub-tons brilha,
eu vi, um brilho pequeno,
sim,

um amor de me fazer de frases,
um amor que pinta meus olhos
com anoitecimentos poéticos.

(O anoitecimento prepara
os escritos diários que me leem).

14 comentários:

Vivian disse...

...o amor
ah o amor.

este que alimenta a verve
de quem respira poesia.

beijo imenso na mão do poeta!

smackssssss

Germano Xavier disse...

É quase sempre assim, uma epopéia esta nossas vidas. A saga vital dos descobrimentos...


Meu abraço, Dauri Jack.
Sigamos...

Juliano disse...

Um amor que pinta os meus
com anoitecimentos poéticos..!

Lindo de mais..!

Abração e bom domingo!

Valdeir Almeida disse...

Dauri,

Justamento no anoitecimento é que os poetas criam asas.

Obrigado por visitar meu blog e comentar.

Espero vê-lo mais vezes lá.

Estarei sempre por aqui.

Abraços e boa semana.

Cristiano Contreiras disse...

Sensibilidade reinando, mais forte, por aqui. abs

Joice Worm disse...

Um momento de devaneio, único, particular e solitário.
Bem haja!
Saudades de ti. Mesmo estando na Sala dos Sonhos com toooodo o mundo, você tem um lugar especial no meu coração, Dauri.
Muac!

Elcio Tuiribepi disse...

Colhendo palavras, levando impressões, formando idéias, frutos...deixa eu ir, tuas sementes tem lugar cativo perto do meu verseiro...um abraço na alma...

"Passei ao largo dos alcances,
deslimitei a razão para ir"
semente boa de se plantar...

Alex disse...

são os escritos que nos leem? isso é bom, mas perigoso, hein. :) abraço, poeta, boa semana.

J. Caribé disse...

Anjo.

Ava disse...

Hummm...

É quando nos abandonamos assim que o amor surge...

Quando saimos por aí, vagando a esmo... sem destino, sem expectativas... apenas indo...

E eis que de repente o amor está lá...

E uma nesga de esperança abre nosso rosto em um sorriso...

Ou então, se tranforma em poesia, que inebria os sentidos... assim a a sua poesia!!!


Beijos de domingo!

tossan® disse...

A utopia em poesia e bela! Abraço

Patrícia Lage disse...

Quando a gente 'se' abandona, o amor toma conta também.

Gostei daqui, de tudo. E voltarei.

Meu beijo.

Ricardo Valente disse...

Muito bonito
(esse fim de série, que acha que sim... que série!)

Germano Xavier disse...

Lírica plausível, Dauri Jack.

Eu sigo recifrando.
Meu abraço.