18 janeiro 2008

Sim, hehehe...

Sim,
estranho,
vizinho,
amigo,
inimigo,
me dirija uma palavra, por favor.
Já que seguimos no mesmo século
teria você uma palavra?
Não, não quero a palavra,
quero a mão.
Não, não quero a mão,
quero o calor.
Não, não quero o calor,
quero a semelhança.
Não, não quero a semelhança,
quero a ilusão.
Não, não quero a ilusão,
quero a poesia.
Sim, hehehe, é claro que sinto medo.

10 comentários:

Leandro Jardim disse...

diferente isso, interessante!
Também andei ousando... hehe

abs

Luis Eustáquio Soares disse...

belo texto, amigo, de fato, não nos permitimos, não nos seduzimos, e, próximos, somos distantes , eis uma folha do besteirol dessa tragédia em que nos metemos...
abraço e agradeço a visita,
luis

Jacinta Dantas disse...

Li o poema antes de ver seu comentário. E não é que achei que o poema estava assim, olhando prá mim, lendo-me e desvendando-me.
Acho que isso é bom.
Um beijo

Jacinta

Marla de Queiroz disse...

Estou aqui navegando enquanto espero nascer um texto que fale da palavra fugidia...de quando se sabe o que se quer escrever, mas não se sabe como...Preciso explorar teus outros espaços, gostei desse primeiro contato...(acho que essa última frase ficou ambígua! rsrsrsrs)
Volto depois.
Bj.

octavio roggiero neto disse...

bendita a hora que cê foi me achar, Dauri, bendita porque neste momento ,"não teve escapatória, a beleza me pegou".
tomarei a liberdade de colar aqui uma frase de meu pai que talvez tenha a ver com o poema: "na existência que nos é tão transitória, em cada canto uma ilusão, em cada ilusão uma esperança".
voltarei mais vezes, com todo o prazer, para testemunhar sua Poesia!
um abração!

Plinio Uhl disse...

mais do que expressar a si próprio, vc expressou um sentimento universal. como sempre, ótimo.
abs.

fjunior disse...

pelo visto os vícios das novas formas de comunicação, que de certo modo nos distancia do calor, se empoleirou aí no meio do teu texto hein? rs

abraços

Dauri Batisti disse...

Sim, Junior, não dá para escapar, né? Mas fiz isso de propósito. O personagem que criei, autor da fala acima, precisava desse vicio de linguagem para se expressar.

Anônimo disse...

Adorei..
O importante é o que se transmite, a emoção que é passada, com vício ou não!
Esse ficou bonito demais!
Regras, padrão... tudo certinho. Pra quê? Pensamento é p/ ser manifestado, sentido, vivido.

Tô com saudade!

Sueli Maia (Mai) disse...

Estou em 18 de janeiro e caramba.
Esse também, fala comigo.
Me espreita, espelha minh'alma...
Que é isso?
Parece um xamã, um pajé, sei lá que é isso...