19 setembro 2011

conexões azuis, lilases, vermelhas


A árvore vai secando nas pontas... eram vagens de inverno, cheias de sementes, coisas, olhares, outros dias que cairão em manhãs cada vez mais densas de luz. A árvore marca um passo, esse que se dá na rotina, um leve correr das coisas, sem sobressalto, nada de excepcional, primavera, setembro, um dia depois do outro, a vida seguindo. Então já era hora de ir, abraçou-a mais uma vez, um beijo e um leve carinho, vento suavemente sul, imponderáveis conexões azuis, lilases, vermelhas. Talvez não seja outra coisa senão paz, é..., ou algo nas suas vizinhanças, paz, aquela que se percebe também no tronco grosso de anos, e rugoso e belo da árvore que seca suas vagens, que faz reluzentes sementes.

2 comentários:

EDER RIBEIRO disse...

e das sementes podem se dizer que fez-se tronco revivo a suster os galhos cheios de frutos. Abçs, Dauri.s galhos cheios de frutos. Abçs, Dauri.

Paula Zilá disse...

eu gosto esse passo da árvore. E consigo te ver muito inteiro nele.

um grande abraço, querido Dauri, que bom que retomou este espaço!