15 outubro 2009

III

Recorre-se a si mesmo
e não se é. Escora-se
em muro áspero,
destituído. O conhecido
estrangeiro fica,
e o limite.
O presente torna-se dia
a dia. O que se vê
é o que não pede mais
para ser visto.

... talvez seja tédio.

4 comentários:

Juliano disse...

Talvez seja saudade...
Talvez seja tédio...

Talvez seja somente amor.!

Abraços Dauri

Cosmunicando disse...

estou gostando dessa série "talvez seja..."

inspirado!
bjos

paula barros disse...

Dauri, fiquei conversando com o seu talvez e fui escrevendo, e subi, só para lhe dizer, que não analiso seu talvez, apenas escrevi.
E adoro, adoro, adoro...escrever aqui.

Dois talvez conversando:

E na procura de si mesmo, encontra tantas vozes, e tantos pedaços de outros. E tenta se encontrar.

O presente, nunca é presente, é tanto de passado, e olhos no futuro, que o presente vive embrulhado, vive amarrado, e cheios de nós-nós.

O que se vê, é o que gostaria de apagar, para sobreviver a si mesmo, e com si mesmo, sem ter um muro áspero a lhe roer a alma.

....talvez pense demais.

um beijo especial

Eurico disse...

Tenho acompanhado sem comentar: Ando na luta. Sou um guardião do templo. O templo é o meu corpo. rsrsrs Racionalizar, eis a minha arma. A única de que disponho, amigo. E é com ela que vou à luta.

Abraço fra/terno.