08 setembro 2009

eãM
ed adasuca
a ragoj
on ahlif
oir.
Amai-vos.
ahliF
uerrom
adagofa.

9 comentários:

Eurico disse...

O avesso do avesso do avesso do amai-vos.
É preciso amar, eis a questão. No entanto, em vez de amor, trazem religião.
Creio que que isso, a religião, é um rio em que se afogam os filhos.
Amai-vos!
Como é difícil!

Abraço fraterno.

Vivi disse...

Só mesmo o amor (ao próximo como a ti mesmo?) para reverter a inversão de tudo: dos valores, das expectativas, das acusações, dos projetos.
Simples e brilhante. Parabéns!

Abraços,

ex-controlador de tráfego aéreo disse...

Oi Dauri,

Então está atirada a primeira pedra; a pedra da dor de se tentar sentir a dor que talvez devesse ser do outro, mas que nos atinge circunstancialmente, por sermos humanos.

Um abraço fraterno!!!

Dauri Batisti disse...

Caro ex-controlador,

usei frases (mãe acusada...) do modo jornalístico de apresentar os fatos, e o apelo para o amor.

Seguirei com outras pequenas composições. A intenção não é - jamais - atirar pedras, nem primeiras, nem segundas,...

Obrigado pelo comentário.

Eurico disse...

Há momentos extremos, Dauri. Não sei pq estou sentindo isso no ar. Mas há momentos de extrema gravidade, em que o poeta ou não-poeta deve revirar pelo avesso o fato, que embora tenha seu contexto, já se tornou banal: matar, ser morto... Tomar as rédeas dessa desgovernada montaria e evitar o estouro da manada ensandecida. Será isso possível?
O artista então busca o estranhamento do que se tornou familiar e diz o avêsso pelo avêsso.
O verso cai no poema feito uma bofetada que se dá num paciente desmaiado: amai-vos!

O momento é de extrema gravidade.
E quem tem ouvidos pra ouvir, ame!
A história não perdoará o nosso desamor!

Jacinta Dantas disse...

Nesta série, vou acompanhando o curso do rio e, derrepente, sinto uma inversão revolta em águas, o mar desaguando no rio.
Amai-vos pode ser a retomada do fluxo.
Beijo

ex-controlador de tráfego aéreo disse...

Grande Dauri,

A referência foi feita para mostrar o que a imprensa mundial, e particularmente a brasileira, cria antecipadamente aos fatos. Não foi uma crítica ao seu texto, aliás, como li em um comentário de outro leitor acima, brilhante. A dor existe só de imaginar o que um outro ser pode sentir em circunstâncias como as da menina e, acredito, não importando os fatos, o que sentiu essa mãe e o que vai sentir para o resto de seus dias, caso sejam confirmadas as suspeitas sobre ela.

Um abraço fraterno, Dauri!!!

clarice ge disse...

(matar só é fácil para um psicopata, destituído de sentimentos, ele não ama nem odeia. credos podem virar patologia em mentes frágeis. uma mãe não mata um filho por amor...)
os homens falam muito de amor (banalizando-o), mas se afastam cada vez mais do verdadeiro sentido deste sentimento.
abraço meu

Elaine Lemos disse...

Tá tudo do avesso, mesmo! O que nos resta senão alguma poesia em tudo isso?

Amo.