02 julho 2009

Tornar luzidio o poema ao amanhecer,
um poema espelho novo pra se ver
por dentro.
Deixar que o levante defina no chão
a sombra da casa em que se vive,
os rastros dos passos passados,
passos mal dados até, muitos, e...
sorrir, rir da beleza do caminho,
ouro de viver.
Recolher as cinzas dos porões do navio,
velho vapor por onde se vai
ao largo, aos horizontes azuis,
novas terras de lutas e trabalhos.
Soprar de novo as brasas
do sol,
estrela feita de gritos,
acreditar que rebeldia não é pecado
e pensar o dia todo bom,
herança mais valiosa.
Esperar o café com a amiga que volta
em pleno meio da tarde.

5 comentários:

Marcênia disse...

Olá, parabéns pelo texto. A arte tem o poder de nos fascinar.E você se revela um verdadeiro artista das letras, pois consegue expressar através de suas eloqüentes poesias os sentimentos humanos.
www.marcenia.blogspot.com

[ rod ] disse...

Rebeldia não é pecado mesmo... só os assim conseguem transpor o óbvio.

Abçs meu caro e vim aqui te fazer um convite...




A saga dos 12 textos já começou... Venha conferir no dogMas, diariamente, de 01 a 12 de julho em comemoração ao meu aniversário.


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Eurico disse...

Vim soprar contigo as brasas do sol.
E dizer que meu blogue por esses dias está dauriniano. Uma série de poemas em fluxo de consciência, ou autopsicografados rsrsrs em que tento o efeito que aqui percebo.

Abraçamigo e apareça.

Márcio Ahimsa disse...

...tornar luzidio o poema ao amanhecer é refrescar o espírito com os aplausos da vida, sopro intenso, vento imenso raspando nossos excessos e espalhando longe alguns desvarios, alguns sonhos que vieram assentar em nós como plumas trazidas pelo sussurro abundante da primavera.


Abraços, amigo.

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

Oi querido
Ainda lenta, mas voltando aos pouquinhos e trazendo em mim a esperança de ser a amiga que volta para o café da tarde.
grande e saudoso beijo