12 julho 2009

Busco poesia, quero crer,
encho,
pretendo encher
meus dias de... podem ser lindos,

campos.

Não tem nada que me fascina mais
do que estradas. Não chegar,
ir

e pensar, sentir,
olhar os campos, o descampado, a plantação,
viver a ilusão de dar todos os passos
e fazer todos os caminhos. Nada
melhor do que esta
evasão de si mesmo levando-se em asas,

as mesmas que cansadas
não me deixarão cair senão
em mim mesmo.

O prazer de viver é,
publicar livros de poemas não. Me sugerem,
nem pensar,

só me darão trabalho, e o incômodo
de vê-los empilhados, o constrangimento
de dá-los aos amigos. Que é isso,

fazer isso com a poesia, de jeito nenhum,
poeta não sou mesmo.
O tamanho das asas
é suficiente para voos sobre lindas montanhas
e para o avistamento das estradas,
inclusive daquelas
que não vou fazer.

Sorrisos importam.
Escrever será somente a saliva invisivel
que escorre no canto da boca
enquanto se fala
ou gotículas de hálito que voam.
A mão traça poemas
quando dança no ar com uma xícara de café.

7 comentários:

paula barros disse...

rsrsrsrs, eu disse, eita!!! Minha filha que está perto perguntou - o que foi? Eu ri, disse - ele já atualizou, e voltei para ler.

Passarinho quando canta não pensa ser cantador, muito menos poeta, mais encanta, e torna a natureza mais leve, mais bonita, mais suave e a vida poeticamente linda. Enche a vida de ....música...de momentos poéticos.

É impressionante seu lidar com as palavras, o jogo delas é uma dança.

abraços

Anônimo disse...

O poeta escreve porque não pode deixar de fazê-lo, por seus poemas em livros e dá-los aos amigos é um presente inextimável. Bem que gostaria de receber um. rss.. Abrçs. Helena

Rico B. disse...

... e fazer da vida algo mais do que uma experiência sentida ou um registro não lido. e tenho dito!!!

Rico B. disse...

... e fazer da vida algo mais do que uma experiência sentida ou um registro não lido. e tenho dito!!!

mundo azul disse...

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"...as mesmas que cansadas
não me deixarão cair senão
em mim mesmo."

Benditas sejam essas asas!

Um lindo poema, Dauri...Sempre um prazer, ao ler os seus versos!


Beijos de luz e carinho!

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Eurico disse...

Estou tentando entender o nâo-poeta. Por isso sigo contigo por essa tua indizível estrada...

Abraçamigo e fraterno.

Mai disse...

Prazer de dizer em poesia. Prazer de dizer.
Poesia e prazer.
Poesia.
Ah! e somos amigos em blogs ilustrados com animés digitais.
Grata,
Um beijo.