02 fevereiro 2009

III

Há uma fumaça na palavra,
que sai da pedra quente,
um incenso, um perfume.
Uma ilusão, outra realidade,
mais que uma, algumas, todas.
Ezra Pound aconselha
a ler os gregos e os latinos.
Sou latino e me tinjo de Américas.
Com as tintas que me marcam a alma
ra6isco 5inais.

11 comentários:

paula barros disse...

Estava esperando o nome da série.

Toda vez que venho ler o que você escreve fico tentada a ressaltar a frase que gostei, mas as vezes é o todo.

Você escreve com a tinta que escorr da alma, e colore, perfuma, enfeita, anima a de quem ler.


boa semana.

F. Júnior disse...

Dauri nunca pensou em colocar estes poemas todos e mandar pra alguma editora nao?

tossan disse...

Essa alegria, que me põe cativo,
colheu-me, um dia, morto... e agora eu vivo. *Furlam Naeto*
Lindo poema! Abraço

Márcio Ahimsa disse...

Os sinais são o signo do que infere realidade. Todavia, são folhas verdes e secas que, estação adiante, revela do vento que por aqui passou.

Abraços, Dauri.

Opuntia disse...

Vc ra6isca muito bem os 5inais!

6jos

Liquificadorizando disse...

Raro!

A palavra mais adequada para definir a qualidade da sua poesia.

Beijos.

loba disse...

Desta vez deu pra pegar o inicio da série. O nome já diz por onde correrão os versos. E a referência a Pound me faz ter a certeza: vc ousa. Na linguagem e nas luzes!
Bom estar de volta, poeta.
Beijo grande

Letícia disse...

Dauri,

Já deve estar cansado de elogios, eu acho. Então não elogio. Só digo que leio seus poemas e vejo fumaça com cheiro de incenso de sândalo. O meu favorito. E escrever é mesmo um vício sem cura.

FERNANDA-ASTROFLAX disse...

QUERIDO DAURI, LER-TE É UM MANJAR DOS DEUSES... PERFEITO AMIGO!!!
UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Germano Xavier disse...

essa palavra
que teima
que queima

essa palavra
que seiva
que me va
dia

essa palavra
que da
úrico
ácida
desflácida

essa palavra
que esfumaça

Poesia séria é o teu nome, Dauri.
Abraço forte.
Continuemos...

Serjones disse...

palavras podem fazer fumaça mesmo.