01 janeiro 2009

Entregar-me-ei decidido quando estacionar à sua porta?
Sopram pelos caminhos ocorrências que me embebedam,
me liquefazem, infelicidades que me acariciam.
Vejo a garota à beira da estrada. Paro e aguardo-a,
olhando pelo retrovisor. Ela chega, linda, e logo vejo
que o chão descampado seco dos meus olhos
também se mostra nos seus. Uma espera de amor.
Um para o outro tornamo-nos a doce fugacidade
de um horizonte de estrada que imediatamente fica para trás.

Absorto, agora, sozinho, apenas sigo.
Então ouço “Because the night”.

10 comentários:

Mai disse...

Dauri, este viajante, se o mesmo ou um outro, viaja em busca das mesmas coisas...
Onde buscar o amor?
Onde isto?

Nos olhos da moça-estrada?
Ou nas estradas buscando moças?
Ou nas moças que olham na estrada?

Talvez a viagem deste andante...
Seja dentro dele mesmo, será?
Porque ele se expande e contrai, em intenções, anseios...
Logo, algo o doma... Um questionar onde.
Parafraseando O POETA...
'...E agora,' Dauri'...Para onde?'

São tantas estradas, tantos caminhos, tantos os amores possíveis, tantos os impossíveis...

Mas continuemos a caminhada...

Muito, muito, muito carinho e admiração.

Elcio Tuiribepi disse...

Olá Dauri...a Mai tem razão...essa viagem se dá dentro dele mesmo e são tantas as incertezas que talvez ele mesmo torça pelo desencontro...ou não...O que as vezes não nos parece ou intriga, talvez seja visível aos olhos de quem na verdade já sabe onde termina esta estrada...ou até mesmo que ela não tenha fim...um abraço

JOICE WORM disse...

Ai o amor...

Eurico disse...

O material volátil com que urdes o tapete, mágico tapete, teia sem costuras, que nos vai levando,ganha os ares pelo teu imaginário. A obra de arte, a tapeçaria, vai surgindo a cada poema/texto/parte do tema, nesse mural que se fixa em nossa alma enquanto lemos. Duas coisas acontecem, nessas séries: uma certa necessidade de saber aonde iremos chegar contigo. E depois, a compulsão das releituras, na tentativa de fixar nas retinas, o belo das partes, e atingir o todo da cena, antes do epílogo.
Essa é uma leitura possível e de momento. Arte como a tua possiblita infinitas leituras.
Abraçamigo.

paula barros disse...

Ei, acordei de madrugada, e me lembrei que um dia tinha escrito algo, sobre um dia amar, sem interrogações. Talvez seja assim, quando amamos temos certezas, mesmo quando vemos defeitos, sabemos de falhas, e até da possibilidade de não dá certo, mas seguimos, e nos entregamos.

abraços, bom dia novo.

Tatiana disse...

Olá Dauri...

Que este novo ano traga ao seu coração a força necessária para te guiar rumo a realização de seus sonhos!
Agradeço a sua visita e palavras nesse novo ano!

Um abraço com meu carinho.

Vivian disse...

...quantos sonhos ou ilusões,
encontramos ou deixamos
à beira das estradas,
enquanto nosso caminhar se faz?

você me faz pensar...

adoro isso.

muahhhhhhhh

J.F. de Souza disse...

Não deixo
nada
pra trás

Não deixo
rastros

Rosemeri Sirnes disse...

Amigo poeta Dauri,


Sensacional!!! 2009 abre as portas e você cada vez melhor. Eu, sinceramente, toda vez que venho aqui acabo sendo redundante. Vou pensar em novos adjetivos.

Beijo grande

Fabrício Persan disse...

a entrega é um ato nobre. Todos temem... porque o mundo sempre tem a condenar a sinceridade e fazer das pessoas, personagens. Fora tudo isso... o amor é maior, e revelar o coração, sempre é desabafar.

dOrei o blog mosso. he. ótimo 2009!