21 dezembro 2008

Un ramoscello di flamboyant,
um galho do flamboyant
pende para a rua, 枝杈華腴,
para a rua por onde eu passo.
Um galho todo vermelho,
Хворостина flamboyant, pesado de fogo,
de excessos. La rama de la flamboyant
não diz absolutamente nada,
mas eu quero que ela diga,
que seja um sinal, a branch of flamboyant,
uma mensagem de tempos melhores.
O flamboyant vermelho,
- pois que também há
o amarelo - floresce,
alheio ao mundo
a mim, à tudo. 火炎式の小枝. Feliz.
Parece gozar, zweig der flamboyant,
de tão florido; cada vermelho, um mundo
exageradamente derramado
para todos os lados, também
um galho para a rua, غصين من ملتهبة ,
una ramita de flamboyant vencendo o muro.
Penso, ele vence o muro, une brindille de la flamboyant
pende para a rua. Ele quer proclamar uma boa nova.
Não... me engano. Meu coração é que pende.
Pender. O que é pender? O que é estar pendido?
Pender é cair, agarrado, preso.
É estar por cair, ainda não caído,
pendurado, na vertigem da queda,
do baque. Meu coração pende
de dor, de luto, de agonia.
Mas, eu espero,
há no galho do flamboyant,
no vermelho, 눈부신의 잔가지, algo a mais.
Ένας κλαδίσκος επιδεικτικού,
fogo de esperança, rubedo de teimosia,
eu resisto. No ramoscello di flamboyant,
decido, quero ver...

12 comentários:

FERNANDA & POEMAS disse...

Querido Dauri, belíssimo poema... Eu gostei!... Votos de bom Domingo...
... Um abraço de amizade!...
Fernandinha

Opuntia disse...

Amo os flamboaiãs. Com as suas cores quentes, aquecem ainda mais o nosso verão.

Vivian disse...

...não dá para passar sem
curvar-se diante da beleza
de um flamboyant.

assim como não dá para não
encantar-se diante do poeta
Dauri!

muahhhhh, meu lindo.

Feliz Natal!

Carlos Pinto Vinagre disse...

Gostei do seu poema.

Convido-o a visitar:

www.kronospoesis.blogspot.com ;
www.pos-contemporaneidade.blogspot.com

E a particopar caso queira...

intimidades disse...

fabuloso

Jokas

Paula

Eurico disse...

Provado no rubedo, no fogo dessa esperança, mesmo pendendo, espera-se, ou busca-se a si mesmo. A individuação, o caminho alquímico transparece nesse texto. Somos essa galhada frágil que se sustenta e que se percebe pin/gente.
Abraço amigo e fraterno.

João da Silva disse...

Dileto poeta, e se agora eu disser que V. me fez lembrar meu querido, idolatrado e praticamente incomparável Ezra Pound?
Abraços fraternos e emocionados do João

Branca disse...

Obrigada pela visita, te espero mais vezes.
Bonito seus poemas!
Boa semana pra ti e um Natal com muita paz e harmonia entre seus familiares.
Bjo carinhoso,
Branca.

Jo Bittencourt disse...

a palavra flamboyant é tão ornamental quanto a árvore.

a flor se observada bem de perto tb tem um formato muito interessante. embora apreciemos sempre o todo. tal modo faz pensar as palavras q compõe um texto, cada uma é um ponto flamejante do discurso.

beijos, Dauri!

Germano Xavier disse...

Vendo tua foto, meu caro Dauri, lembrei-me do semblante do Jack Kerouac.

E como diz o Mauro, do Taxitramas;

Há abraços.

Continuemos...

Tatiana disse...

Todo artista molha seus pinceis
em sua alma e pinta a sua própria natureza!
(Henry Ward Beecher)

Desejo a você, Um Feliz Natal!
Agradeço o carinho e presença em palavras!
Que no próximo ano, novas sementes sejam plantadas e cultivadas em nosso coração.

Um beijo com meu carinho

paula barros disse...

Sabe, Dauri, eu comento o que sinto. Desculpe se não for a sua intenção ao escrever.

Nossa que luta, desse "flamboyant"
para romper os muros, brotar, se erguer, olhar para o céu, se libertar, dar vida, ter vida....viver, amar, florir, perfumar....

abraços e tudo de bom!