20 dezembro 2008

呷き声, gemidos se ouvem
por detrás das paredes,στεναγμοί
do mundo. نواحات. Por detrás
das quatro paredes.
As paredes viram muros,
prendem no sofrimento.
Ser pertinaz na esperança.
O quê? Nada. Moans.
Quejidos. Retinas, gémissements,
imagens de dores
acumuladas.
Belezas que se esvaem,
sombras laterais, sorrateiras,
espreitando homens, mulheres,
crianças. Olhos, ächzen, que falam
por brilhos de lamentos.
Gemiti. Vigia-se a aurora
e espera-se, espera-se.
Será que vem. Será que se realizará.
Será que será feliz um dia
quem espera.
As flores, os ramos,
os laços se desfazem
nos dias, 呷き声,entre eles,
신음 소리,
no peso de cada hora, de cada dia,
envergando, alquebrando a serviz.
Se refazem os rituais de sonhar,
por detrás das quatro paredes,
se invoca o espírito bom,
o que traz força. Coragem. Bondade.
Mas, стоны,
os sonhos acontecem trocados.
Os sonhos se tornam algozes
cuja função é acordar
só para forçar a visão,
no escárnio, do que tem vindo, 呻吟声.
O que tem vindo é a violência.
ماذا هو قد أتى العنف.
Che cosa ha venuto è la violenza.
Αυτό που έχει έρθει είναι η βία.
Qué ha venido es la violencia.
그것에 의하여 온 무엇을 폭력이다.
Ce qu'est venu est la violence.
Оно приходило будет расправой.
Was es gekommen hat, ist die Gewalttätigkeit.
什么它来了是暴力。
What it has come is the violence.
それが来た何を暴力である。

10 comentários:

Vivian disse...

...que maravilha de post,
meu lindo!

quanta verdade contida
nestas palavras tão sensatas.

por mais que queiramos,
foge ao nosso controle
o ato da não violência,
quando o que habita em nós
é ainda pedra bruta em
constante lapidar.

você é maravilhoso com
as palavras, lindo poeta!

bjusss

F. Júnior disse...

Dauri para o mundo... além-fronteiras...

Leandro Jardim disse...

rapaz, muito bom... um poema forte, meio concreto... recursos interessantíssimos, gostei mesmo, parabéns!

abs
Jardim

FERNANDA & POEMAS disse...

Querido Dauri, belíssimo poema... Um grande abraço,
Fernandinha

Márcio Ahimsa disse...

... por detrás das paredes do mundo um sonho escondido e impulsionando para cima como magma de vulcão. Do outro lado, oponente à rebeldia gratuita humana, uma pétala de poesia sussurrando qualquer coisa de beleza: o menino que para um tanque de guerra, um exército, o mundo...


E esse tempo continua a fazer traquinagens com a vida. Muito melhor que haja, senão seríamos um enterno nada.

Abraços.

Eurico disse...

Da violência, essa palavra dita em várias línguas, mas qua não faz sentido em nenhuma, da violência falo eu, amigo, em sua concretude, no choque com a sua presença bem de perto, a sua face estranha e absurda...da violência choro eu, aqui e agora...
E te convido a aderir à Campanha do Laço Branco, Homens pelo fim da violência contra a mulher. O linque está no meu blogue.

Eurico disse...

Aliás, o convite é feito a todos os homens. Abraço fraterno.

Sarah Vervloet. disse...

ah, mui belo.

é que acontece de tudo um pouco e o que sempre sobra é a sobra da violência.



e sobra tudo pra nós.

sempre na ativa!

Germano Xavier disse...

Violento também é o teu palavrear, Dauri.

Cruel como tem de ser.
Leio e me ocorrem feridas.

Um abraço sincero.
Continuemos...

paula barros disse...

Sonhos que se tornam pesadelos, esperam que não chegam, violência, emoções aprisionada....



"Será que será feliz um dia
quem espera" - Também andei me perguntado sobre isso.

abraços