06 fevereiro 2008

Desvão do telheiro

Por sorte
mostrou-se o destino
no desvão do telheiro
para onde olhei e vi
minha solidão.
As recordações da casa feliz
me fizeram pensar
em dar um passo,
o do perdão.
Desvaneceu-se, no entanto, a tarde
em silêncios e sombras e os ratos
passeiam pelo desvão
e não me deixam dormir.

6 comentários:

irmã disse...

Esse poema clareou meu subconsciente.O barulho que ,às vezes atrapalha o meu pensar,o meu humor e o meu prazer são os ratos (centenas),que colecionei nos meus desvios.
Obrigada por mais essa.

Luiza disse...

Lindo..me passa o momento!
Dar passos rápidos para me livrar dos ratos que também são muitos..
Insistirei em ver a casa feliz!
Valeu!

Abração.

Ana Paula disse...

Que bom termos a oportunidade do perdao. Sinto-me reconfortada ao ler essapalavra.

Ana Paula

Ellemos disse...

Cara, como é difícil acompanhar essa dinâminca! Você é muito rápido! Mas é sempre bom estar aqui!

Beijos!

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Opa!

Belíssimo poema.

Abraços,
*CC*

Elcio Tuiribepi disse...

Olá Dauri...esse ir e vir dos pensamentos, passado, presente, futuro...e junto com eles a presença do perdão..."perdão", pequena palavra carregada de emoções, muitas das vezes escondidas e evitadas...mas se os ratos ainda não deixam dormir, isso é bom sinal...ou não...rsssbelo poema amigo...mais uma vez parabéns...