06 novembro 2007

É pelas mãos que se faz

Um querer veio torto
pelas tripas em muitas voltas
pelo estômago como uma aflição
e pela boca saiu um
ahhhhhhh,
vou escrever um poema!
Quis seguir o conselho do Drumonnd
e deixar amadurecer
o que era cedo pra dizer.
Me afastei do teclado,
me reclinei na cadeira
e me soltei em um delicioso vaguear.
No ahhhhhhh relaxei e esqueci
o que o ahhhhhhh iria dizer.
Morreu verde a intenção.
Parece que devaneio
não amadurece poema.
O meu, que sempre guarda um amargo,
é pelas mãos que se faz.
Muitos rascunhos,
não-sentimento profundo,
e prazeroso trabalho.

3 comentários:

Jorge Elias disse...

Prezado Dauri,
Estou me familiarizando com os Blogs.
Parabéns por este seu espaço.
Gostou do poema "Duo" com o qual eu me apresento, bom estou tentando ser sintético nos meus poemas atuais. Os que eu estou colocando inicialmente no Blog são os mais antigos.
Volto em breve.
PS: Deixei uma resposta para vc nos meus comentários.

Um abraço,

Jorge Elias

Jorge Elias disse...

Prezado Dauri,
Estou me familiarizando com os Blogs.
Parabéns por este seu espaço.
Gostou do poema "Duo" com o qual eu me apresento, bom estou tentando ser sintético nos meus poemas atuais. Os que eu estou colocando inicialmente no Blog são os mais antigos.
Volto em breve.
PS: Deixei uma resposta para vc nos meus comentários.

Um abraço,

Jorge Elias

Ana Paula disse...

Você faz...
Pelas mãos, pelo coração, por todos os seus poros...
Seus contos, crônicas, poemas e imagens, aos poucos vão revelando você. A leitura de "Água pra clarear as vistas" feita no meu primeiro dia de férias, me faz sair do lugar e dizer que é de dar brilho no olhar. Sinto que até sobra um pouquinho do frescor da água da represa prá mim.

Ana Paula