06 novembro 2012

Um dia um livro marcou minha vida, tantos livros deixaram suas marcas, mas um dia, um dia perdido nos campos, um campo sempre aberto a novas estradas, um dia um livro marcou minha vida, On the road, e marcou porque antes as estradas marcaram meus passos com destinos escondidos, vários, muitos escondidos até hoje, destinos, alguns, que tomaram meus passos e criaram meus anos, um dia um livro marcou, um livro de Jack Kerouac, da chamada geração Beat, aquela que forjou a geração hippie, um dia, várias vezes voltei aos livros deste autor pra resgatar a inocência, e os sonhos que se lançam por estradas, sim, volto a eles, a este especialmente, On the road, Pé na estrada, quando sinto que retiram do ar que respiro os respingos de luz que o menino respirava quando com sons guturais imitando o ronco de um motor dirigia o velho caminhão abandonado em ferrugens, e óleo derramado, eu guiava respirando aquelas partículas de luz, horizontes se abrindo, busco os livros de Jack Kerouac quando a fumaça e o peso da rotina, a falta de poesia pesa sobre meus olhos, me preparo agora pra ver o filme, On the road, será que ele me marcará com cicatrizes, desenhos, mapas da alma, será? ou, ao fim do filme, verei que o que li no livro está lá, inalcansável, num horizonte de vermelho sol que se esconde.

5 comentários:

Maria Helena disse...


Como é bom ter algo que nos leva a um lugar,um momento ,mesmo que distante,mas que ainda bate fundo em nossas vidas.Suas palavras me levaram a muitos livros e personagens;e eu encarnei quase todos!Ai meu Deus...rsrsrsrs...

Eurico disse...

Estamos nessas estradas...

Abç forte, amigo.

EDER RIBEIRO disse...

Crei q as imagens q se formam na nossa mente qdo lemos, nenhum filme será fiel a ela. Abçs.

Paula Barros disse...

Quando a alguns meses li que estavam fazendo o filme logo lembrei de você.
E ao ler este seu texto, percebo, que mesmo quando a gente nega, ou pensa que não, nós nos entrelaçamos nos textos que escrevemos, nós estamos neles em algum trecho, alguma frase.
Quem acompanha seus textos, feito eu acompanho, agora tem certeza que você, de alguma forma já se fez, se faz, presente em alguns contos.

Zezé da música disse...

Depois de muito tempo sem lhe visitar, hoje por providência, resolvi fazê-lo por estar talvez precisando de ouvir algo que me confortasse depois de ter passado por mais uma decepção em minha vida. Neste momento já me sinto melhor, e só li até este texto. Sinto-me como se tivesse conversado contigo, lembrando de muitas coisas que tu dizes, e que às vezes não consigo por em prática. Lembro-me também de alguns livros que li, mas quando assisti ao filme ,não gostei. Estou feliz porque retomou a sua postagem aqui. Gosto mais do que no face. Grande abraço Zezé