27 outubro 2012

, era cedo ainda, mas ele sentia como se fosse mais tarde do que era, mesmo e apesar dos seus vinte e poucos anos, um Bob Dylan sujo e desorientado andando por Nova York, um Bob do terceiro mundo, sonhava em aprender a tocar gaita, se bem que podia ser um bom médico, pensava umas coisas legais sempre que dedilhava seu violão sentado sobre a cama, brilhava um sol de primavera com cara de verão, tinha tantas coisas pra fazer, ia andando como se estivesse de férias numa cidade distante, cobria tudo com o olhar de novidades, mas não conseguia, era o que queria, mas não, o que via teimava em repetir as mesmas paisagens, os mesmo nomes, os dos restaurantes, os dos bares, das lojas de roupa, então ele voltava para a construção, tentava voltar, construia seu andar de turista em cidade estranha, via-se feliz de andar livre sem saber que rua viria depois da esquina, mesmo sabendo que era a rua para onde ia, e então dava-se de cara de novo com o muro feio clamando por vida nova

3 comentários:

Eurico disse...

Bom é te ver de novo transitando por entre essas frases, com esse estilo peculiar de dizer e de sentir a novidade em cada esquina... da vida.

Abç cordial.

Dauri Batisti disse...

Meu querido Eurico,

Bom sempre ter sua presença aqui. Um abraço.

Vou ver se volto a habitar essapalavra.

EDER RIBEIRO disse...

Qts anônimos talentosos artisticamente se perdem e são esquecidos nas esquinas das ruas. Bom vê-lo de volta, sei q vc usa mais o Face. Abçs, amigo Dauri.