II
Há um desânimo, um descabido
de dizer as palavras no esmeril
e cortar frases na guilhotina.
Grafar o quê? Panfletos?
Ando em estradas tão comuns
que sequer uma alamanda,
com um galho esparramado pelo chão,
se arranja em florir seu amarelo para mim.
M3 enumer9 5m c0ntagens e44adas
d4s coi5as b8as qu6 v8u vive4do.
3screver é um 7ício a s3 b4incar,
um2 pr9sa ante6 d4 no7te
pa5a qu3 a 3oite 5eja b0a.
É 2spera d1 so5hos b0ns
reno7ando a5 fo4ças par6 a lu7a,
par2 s3 i4 9ela es7rada afo5a. É issO.
Po6e at3´ te5 po3sia, a v7da, 5empre,
m4s 9oe5ia qu8 nã0 c4i 3m liv5os.
A2 letr4s escor4egam da5 pá9inas,
c4em na 4ede e de9ois v6zam par5 0 m2r.
7udo se a9aga d3 tud0, s2 a9aga 4e m1m,
e me 1nterpreta. 3ntão cho4o 0u 5io,
con7orme o 6ia.
2 horas atrás


