<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919</id><updated>2009-12-25T22:11:36.586-02:00</updated><title type='text'>essapalavra</title><subtitle type='html'>feliz natal</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>523</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-3990214988857852103</id><published>2009-12-21T21:04:00.002-02:00</published><updated>2009-12-21T22:32:03.087-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino desfavorável faz misteriosas parcerias com certas pessoas em certas ocasiões. Uma dessas estranhas sociedades se deu com a senhora esposa do dono da companhia. Se já me doía a tentativa de, pelos pensamentos, encontrar as palavras certas para dar à Maria Júlia as devidas explicações, ainda mais me dói um sufoco no peito e uma dor sem lugar certo no corpo quando ouço da senhora para os barqueiros a ordem de passar ao largo do cais dos pretos e apressar a descida. Maria Júlia, distraída pela felicidade, não me vê, mesmo me olhando, sem pensar me ver naquela barcaça, de fato não me vê; espera procurando as barcaças de café. Mas então me vê. A sombrinha que ela girava, um mundo feliz cujo eixo se apoiava no seu ombro e na sua mão, descontinua de rodar. Parada ela olha sem entender. Faço um leve aceno com o chapéu, ela imóvel. Peço aos barqueiros que parem no cais dos pretos. A senhora desordena-me. Digo que lembrei que tenho negócios do interesse da companhia a resolver ali, ela não me ouve e manda os barqueiros prosseguirem com a viagem. A curva do rio logo encobrirá o cais. Uma linha de anzol lança-se do seu olhar triste, último arremesso, talvez, meu Deus. Lembro-me do seu pedido que não serei capaz de atender. O que farei agora no porto do mar, pergunto-me. A linha estica-se, estica-se, a barcaça desce, desce, o anzol rasga a guelra do peixe. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-3990214988857852103?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/3990214988857852103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=3990214988857852103&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3990214988857852103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3990214988857852103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-13-o-destino.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-1372150304026885037</id><published>2009-12-19T12:51:00.010-02:00</published><updated>2009-12-19T22:57:11.800-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cais da curva dos pretos entre se aproxima e se distancia. Se ajudam ao rio os barqueiros empurrando a barcaça para baixo, não precisariam. O rio se encaminha misterioso para o desenlace dos fatos para além do que as sempre tênues vontades determinam. Quanto mais perto do porto da curva mais distante eu do mundo ao redor, naufragado em fluxos contrários, correntes onde nadar agora é perder forças, e melhor é deixar se levar até quando se oferecer por sorte um galho, se se oferecer, ou um barranco mais firme, uma margem favorável. O dia seria lindo de azul, e assim parece ser nos comentários da senhora patroa do dono da companhia, mas em mim o céu de azul e as margens de verde não tem mais tais cores, senão uma acinzentada nuvem e uma leve e anestesiante tristeza a encobrir-me. E respondo e sorrio arriscando-me em ser cordial aos comentários da requintada senhora, requinte levemente diminuído pelo ainda perceptível modo alemão de falar o português. Ao nos aproximar do porto dos pretos, subo em recurvos da memória até à venda próxima do casarão dos suíços, ponto de encontro dos tropeiros. Ali conheci Maria Júlia, quase uma menina, assustada, perdida dela mesma, trazida pelos tropeiros para servir na cozinha, dstante de todos na postura e no olhar, livre já, não obstante ainda escrava no destino de viver dias alongados na aflição. Para ela eu olhava, indo, na ilusão, por uma estrada só de ida. Mas me assustei quando percebi que era ela que vinha, com modos de enxergar muito mais acurados que os meus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-1372150304026885037?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/1372150304026885037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=1372150304026885037&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1372150304026885037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1372150304026885037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-12-o-cais-da.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-1824300308636320021</id><published>2009-12-14T22:32:00.000-02:00</published><updated>2009-12-14T22:34:52.646-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolho um paletó cinza de finas riscas sobre camisa branca, conto um dinheiro suficiente e enfio no bolso. Olho no espelho, acerto os bigodes e vejo a dúvida ainda a me provocar, ali, no revés da luz do lampião sobre o meu rosto, mas reafirmo, olhando em desafio os meus próprios olhos, a decisão tomada. Aquele pedido da Maria Júlia não poderia ser negado. Puxo pela corrente o relógio, ele vem de sobre o peito de onde vem também a lembrança do seu olhar, como se me mirasse agora com a mesma tristeza que me banhou ao me fazer o pedido num canto do salão de baile. Se a alegria adensa o corpo de fibras e forças, a tristeza faz líquida a alma, cheia, a vazar nos olhos, várzeas de inundação. Apresso-me, recoloco o relógio no bolso, tomo o chapéu e sigo pelas ruas escuras na direção do cais. Tive a permissão de ir ao porto do mar sustentada por argumentos não tão verdadeiros, mas bem sinceros na intenção. Desceria numa das barcaças do amanhecer de sexta-feira e no fim da manhã de segunda-feira já estaria de volta, em nada prejudicando o trabalho. O meu jovem auxiliar cuidaria de por em prática pequenas orientações. Maria Júlia espera a barcaça no porto da curva dos negros. Assusto-me quando vejo que também desce os degraus do cais, no suave escuro da madrugada, a senhora esposa, jovem esposa, linda, do dono da companhia. Manifesta-se ela admirada da minha viagem, elogia minha distinção, dizendo quase não me reconhecer, o que me deixa sem saber o que falar, o que os homens do cais percebem, e me convida para tomar um lugar na sua barcaça. Quero dizer que viajarei muito bem acomodado numa das barcaças de café, mas ela insiste, enfática no convite, espontânea no modo de falar, e, inesperadamente preso, assanhaço em alçapão, não me sobra outro jeito senão aceitar. A senhora e jovem esposa do dono da companhia me diz que decidira de véspera fazer a viagem. Teria lhe contado o marido sobre o minha ida ao porto do mar, é um relâmpago de pensamento que tenho. Sinto-me alterado nos batimentos do coração pensando em como resolver a situação no porto da curva dos negros, onde Maria Júlia me aguarda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-1824300308636320021?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/1824300308636320021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=1824300308636320021&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1824300308636320021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1824300308636320021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-11-escolho-um.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-1633050417506088213</id><published>2009-12-12T22:47:00.008-02:00</published><updated>2009-12-17T18:15:55.129-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas me batem, ventos endoidecidos que batem portas desprevenidas, e fico sentido por um tempo, depois pensativo, sem grandes proveitos do pensar. A hora de agora, três horas, por volta, é de sol tão forte e ar tão quente e parado que algo no mundo parece ter acontecido para que outro rumo seja dito, ou visto. O rio de viver a vida devia ser, nesse momento, de águas bem lentas, quase paradas, para que eu pudesse ter como contar e organizar os rumos, assim do jeito que conto as sacas de café que chegam ao armazém, e as que descem o rio, sem nada deixar passar. Mas elas me imprimem na pele, nos olhos, na alma o cansaço de cada canto do armazém, a poeira e o cheiro adocicado enjoativo do café pilado. Nestas horas, entre outros e diversos pensamentos, invejo os caixeiros viajantes que se colocam numa sombra de árvore boa à beira da estrada e deixam a vida passar. Olho da janela, os homens sobem e descem a rampa do cais, molhados de suor, cantando, sem pensar a vida que vivem, preparando as barcaças que partem para o porto do mar logo nas primeiras luzes da madrugada. Dobro-me sobre meus papéis, livre de escrever cartas, por enquanto. Foi-se a última, em branco, e por agora resguardo-me das preocupações do que escrevo e para quem. Voltam em círculos as lembranças do baile, Maria Júlia, o pedido que ela me fez. Meu Deus, eu não esperava tal pedido. Reparo no rapaz que me auxilia no escritório, ali tão sujeito aos meus mandos, e ao mesmo tempo tão livre de mim, tão próprio em seus caminhos. Parece feliz, decidido. Talvez seja a felicidade natural da juventude, quando se é feliz mesmo não sendo consciente dela. Ele ergue os olhos percebendo uma ordem no meu modo de levantar da mesa e já pergunta, sim senhor, o senhor precisa de mim. Invento um trabalho e o chamo para que me siga, fugindo de pensar o pedido da Maria Júlia. Tenho por ele, num instante, um leve pensamento e um estranho carinho de pai, apesar de que pai não sou, mas suponho o sentimento. Senhor, ele me diz, o senhor ficou sabendo, estão contratando homens para subir para as matas das terras frias nas montanhas com uns engenheiros que vão demarcar terras para os novos imigrantes que, dizem, estão chegando. O último porto do rio vai se movimentar com os imigrantes. Que imigrantes, pergunto, e afirmo, já vieram suíços, pomeranos, luxemburguenses, alemães. Dizem que chegarão muitos, responde, agora chegarão os italianos. Senti no tom de sua voz o ímpeto para a vida e o desejo de um novo trabalho, de fazer a vida, e pensei que talvez também fosse bom subir em tal empreitada, me embrenhar pelas matas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-1633050417506088213?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/1633050417506088213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=1633050417506088213&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1633050417506088213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/1633050417506088213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-10-as-horas-me.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-8675235547163578603</id><published>2009-12-10T22:25:00.006-02:00</published><updated>2009-12-11T08:29:00.675-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, mais branco por dentro que a folha de papel, não branco de puro, mas de vazio, apesar de que talvez o vazio seja escuro, sem conseguir escrever, mesmo que abarrotado de pensamentos, é que dobro a folha de papel sem nenhuma palavra e coloco-a no envelope. Não me furto de pensar, ainda que em rapidez, que a folha vazia seja o que mais eu poderia falar, o ponto mais distante neste caminho de entendimentos do destino. Recolho a folha ao envelope, como já disse, prenhe de pensamentos, mangueira que não segura frutos em terras frias, besunto com abundância as bordas da carta e pressiono uma parte sobre a outra selando de vez, sem recuos, a brancura e o vazio em seu interior. Nem sei a razão, mas o gesto de dobrar a folha em branco, selar o envelope e enviar para alguém que não sei quem, me arrepia por dentro, as veias apertam o sangue e um frio mina na pele. Nego a palavra a quem me pede, ou digo tudo no branco da carta vazia. Surge um pensamento amarrotado de sentimentos, de que fosse minha mãe, uma mãe desconhecida, uma mãe que ainda me quisesse, apesar de ter me dado aos outros, de ter me abandonado, e que purgando suas culpas, admitisse não poder mudar o feito, mas, ainda ligada ao filho, quisesse dele pelo menos as palavras. Sigo com a carta na mão. Palavras no papel são coisas que ficam por um tempo a mais. Um tempo a mais. Lá fora o insano grita mais exigente. Duvido da atitude que tomo, titubeio mas não desisto. Desço apressado ao cais e entrego a carta ao sujeito. Miro seus olhos com firmesa, um jeito de recusar, ou admitir, o perigo que ele representa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-8675235547163578603?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/8675235547163578603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=8675235547163578603&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8675235547163578603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8675235547163578603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-ix-assim-mais.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-6990298906955986849</id><published>2009-12-09T07:37:00.003-02:00</published><updated>2009-12-11T08:29:20.610-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer o que digo me foi difícil, não é mais, sem ser fácil. Sou movido, ou levado, por uma força fria, dessas que se adquire quando decisões importantes já foram tomadas, ainda que não de todo assimiladas, e descem da mente para os dias na forma de um vamos ver no que vai dar. E digo me perguntando que sinal é este, ou inicio de doença, ou moléstia de velhice antecipada a se manifestar no meu pé, este alheio pé preto, que além de ser o que já é, apresenta tremores. A tremura vai do momento em que recebo do João Bento Caetano o convite para o baile até a hora em que piso no salão. Maria Júlia. Maria Júlia me faz esquecer tudo. Mas o amparo oferecido por ela é um abrigo que não me sustenta por não mais que poucas horas, e logo vem um desalento de viver a vida que vivo, subir o rio, voltar ao cais do último porto. Maria Júlia já não é mulher senão para estas coisas de baile e noites de festa no porto da curva. Do mais é história passada e futuro perdido. Durante todo o dia preciso tomar cuidado em manter meu pé alheio bem firme no chão a impedir assim o seu tremor, tremor que sobe e estanca no joelho, onde o suporto, apesar de mudar o meu andar, o que não percebo. Dizem que em certos dias ando com ar mais decidido, livre. Não imaginam o que se passa comigo. Quando em tais dias me distraio e cruzo as pernas a vibração da tremura fica visível no sapato e o presidente da companhia das barcaças do Santa Maria &amp;amp; Vitória já me inquiriu a respeito, tendo por suposto alguma coisa errada que eu tivesse praticado. Difícil, de fato, é entender tremores em situações tão corriqueiras, funcionário que sou, e sempre fui, da sua confiança, apesar de que, confiança de quem tem muitos negócios, sempre é uma confiança incompleta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-6990298906955986849?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/6990298906955986849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=6990298906955986849&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6990298906955986849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6990298906955986849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-viii-dizer-o-que.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-4698622886557709525</id><published>2009-12-08T15:20:00.009-02:00</published><updated>2009-12-11T08:29:45.352-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem por mim uma amizade, água limpa e transparente em pedra de cachoeira, que não tenho por ele. Não me nego ao seu bem-querer, mas em certos momentos me incomodam aqueles seus sentimentos que são assemelhados aos de parente, coisas de primo, irmão, uma ligação que não se explica. João Bento Caetano é o seu nome, pomposo demais, luva maior que a mão. Talvez o nome Bento fosse, da tríade, o que mais lhe conviesse, mas ele faz questão de ser chamado pelos três, e assim é conhecido em toda redondeza. Coisa admirável, não vou negar. Alguns acrescentam o negro. Tentativa, parece, de diminuir a nobreza que o nome lhe confere. O negro João Bento Caetano já suado de muitas sacas de café corretamente dispostas nas barcaças, ao me ver, acelera os passos na minha direção, e, respeitoso para quem visse de longe, e íntimo no pequeno sorriso e no brilho e piscar do olho canhoto, vai rapidamente me passando a notícia, dando tudo já por certo e combinado, hoje tem baile dos pretos no porto da curva dos pretos. Retira-se então da minha presença assoviando como se nada tivesse falado, já vivendo a felicidade e as forças readquiridas no baile daquela noite que lhe duram por dias como disposição para a vida, ou para o trabalho pelo menos. Com certeza ele sabe das minhas esquisitices, e faz-se meu cúmplice no segredo que nem mais segredo é, de ir ao baile dos negros no porto da curva dos pretos, e no último porto do rio, tendo-me por importante, sem ser, freqüentar apenas o baile dos brancos no clube da cachoeira. Dou-me contra estes pensamentos, pedra de topada e de desorientação momentânea, surdo a todos os ruídos do cais, e logo ouço, passado o tempo do confronto comigo mesmo, apenas tendo entrado no escritório, o insano barqueiro gritando meu nome precedido do usual senhor, mais alto do que seria necessário, acrescentando o pedido, a ordem, de que não demorasse com a carta, pois que já ele ia descer o rio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-4698622886557709525?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/4698622886557709525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=4698622886557709525&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4698622886557709525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4698622886557709525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-vii-ele-tem-por.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-8571218211215810325</id><published>2009-12-01T18:01:00.010-02:00</published><updated>2009-12-11T08:30:08.799-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente ganho ânimo, uma mescla de tristezas e alegrias, quando alcanço a rua e atravesso os movimentos característicos do dia que amanhece. Tento entender, não entendo, sinto, talvez. Se latem os cachorros nos quintais, os rumores interiores forjam um assovio sem graça, de melodia repetitiva em meus lábios. Quem me vê passar até pode pressupor ali um homem pacífico e reconciliado com seus rumos. Se nas portas as crianças pequenas choram, se águas são arremessadas das janelas das cozinhas, se um cheiro de café e esgoto se levanta forte no ar aquecido pelo primeiro sol, acelero os passos sem perceber, quase correndo, como a levar uma boa e inesperada notícia para os barqueiros. Se dálias brancas brotam de terreno lodoso e dobram-se sobre cercas de madeira, a vida, a minha, se vai resvalando do destino que devia ser. Ser feliz. Bem vestido, altivo, sigo para o armazém no porto do rio. Sapatos bem engraxados, meias limpas resguardam-me de ver aquele alheio pé preto. Esqueço-me dele e me encorajo para o trabalho. A gritaria dos barqueiros acertando suas cargas, e que logo, sem demora, vão pelo rio abaixo, redescobre dos meus ouvidos uma voz, a própria, mansa, insistente que diz quase com entusiasmo juvenil, junta-te aos barqueiros, abandona este porto decadente, desce para o porto do mar, procura a mulher que te pede as cartas, viva a vida que se abre à tua frente. Esconderei dela o pé negro, depois, se um dia ela descobrir terei um argumento bem pensado. Ela com certeza se faz de pele branca, faces rosadas e cheira a água de colônia parisiense. Mas quem me pede as cartas eu não sei. Bem que acho que me engano, mas é insistente nas voltas da mente a esperança de que seja tal mulher. Há outro engano aqui, não sou eu este que me construo nas ilusões das cartas escritas, com olhos melancólicos, nos intervalos entre o rio que vai e o branco da folha de papel. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-8571218211215810325?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/8571218211215810325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=8571218211215810325&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8571218211215810325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8571218211215810325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/12/o-ultimo-porto-do-rio-vi-estranhamente.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-6559984253463503372</id><published>2009-11-29T10:11:00.003-02:00</published><updated>2009-12-11T08:30:34.061-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar, sinto saudades dos dias em que acordar era o natural abrir dos olhos e da alma para o milagre de viver. Agora acordar é dar-se com um sufoco no peito, uma pressa e um pulo, mesmo aos domingos e dias santos. Acordar com a alma deslocada, um vago no lugar deixado, uma dor inexplicável. Em tal situação não há outro jeito senão esperar que o banho frio, o café, o abrir da janela, a escuta de barulhos comuns do quintal, da mata ao fundo, convençam a alma a reocupar o correto espaço no peito. Acordo, mas me engano, o dia ainda não amanheceu. Estou estirado sobre a cama, vestido com as roupas, o peso e a poeira do dia anterior. O lampião aceso ilumina o buraco do deslocamento da alma. Que sofrimento é este, deslocamento de alma, dor que dói mais que luxação de ombro, de dedo polegar. Com um pé forço o sapato do outro e arranco-o. Repito o processo e o outro cai ao chão. Usando o mesmo procedimento retiro as meias. Esqueço-me do pé direito, negro, diferente de todo o resto do corpo branco e vejo-o. O lampião aceso ilumina o pé direito negro. Apavoro-me, tento escondê-lo, não sei o que fazer, mas sei, logo me enfio debaixo do lençol. Esquento-me de umas brasas e ardências de calor, os minutos viram o inferno e entornam seu fogo sobre meu corpo, dou um salto, retiro toda a roupa, exponho-me à própria nudez, volto para a cama e cubro somente o pé direito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-6559984253463503372?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/6559984253463503372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=6559984253463503372&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6559984253463503372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6559984253463503372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-porto-do-rio-v-acordar-sinto.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-4095553895401443243</id><published>2009-11-28T11:19:00.003-02:00</published><updated>2009-12-11T08:30:57.479-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na medida em que os passos me fazem próximos de casa, quando na noite escura os cheiros são visíveis, o que se aproxima na verdade são recordações. Recordações insignificantes, nenhum acontecimento merecedor de vanglória. Uma esperança vã aqui, uma ilusão bonita acolá, uma casa abafada e um cheiro de mofo depois da porta. Pegar uma barcaça e descer o rio, quem sabe arranjar um novo emprego no porto do mar. Virá, logo mais, no meio da manhã, o insano, gritando e pedindo a nova carta. Escreverei que abro os braços como asas e rodo no pequeno espaço de liberdade que o círculo consagra. Tão hábil no uso das coisas da casa no escuro, agora tropeço na busca do velho lampião, meu Deus! Encontro-o, acendo-o, nem sei mais o que pretendia fazer com a luz, jogo-me na cama e desisto de levantar para apagar a chama. Dormir, no entanto não durmo logo, o cansaço é que me vence. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-4095553895401443243?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/4095553895401443243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=4095553895401443243&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4095553895401443243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4095553895401443243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-porto-do-rio-iv-na-medida-em.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-6395354381082209642</id><published>2009-11-27T10:10:00.003-02:00</published><updated>2009-12-11T08:31:22.750-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ir para o bar é ir para lugar nenhum, onde, suponho, apesar de me enganar algumas vezes, uma mão pesada não me apertará o peito. Ali me caem certas palavras para as cartas que escrevo sem saber para quem. Ficar ali entre uma dose e outra reverte o poderoso fluxo do mundo, força o nada. É nadar em suas águas frias como se fossem mornas. As horas ali também passam, claro, mas a lâmina é tão fina e incisiva que o tempo sangra, e, nem se percebe que há um corte. Depois, quanto tempo não sei, ao voltar para casa, fica o bar ali como se nunca tivesse existido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-6395354381082209642?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/6395354381082209642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=6395354381082209642&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6395354381082209642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6395354381082209642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-porto-do-rio-iii-ir-para-o-bar.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-7333093305042724465</id><published>2009-11-25T12:52:00.001-02:00</published><updated>2009-11-25T12:54:00.172-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Logo mais retomo a atualização do blog.&lt;br /&gt;Por enquanto fica o meu abraço para&lt;br /&gt;aqueles que por aqui passarem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-7333093305042724465?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/7333093305042724465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=7333093305042724465&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/7333093305042724465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/7333093305042724465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/logo-mais-retomo-atualizacao-do-blog.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-735038823441089141</id><published>2009-11-21T07:46:00.004-02:00</published><updated>2009-12-12T23:22:36.392-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No pequeno escritório num mezanino no armazém principal do porto é que escrevo as ditas cartas. Retiro delas o bem e o mal. Nelas me ocupo por um tempo, quando, acho, me permito ser o que não sou, ou, quem não sou. Não tenho tido tanto trabalho como em outras épocas. Muitos tropeiros concorrem com as barcaças no transporte do café, e poderá ficar ainda pior quando o governador concluir a estrada. Mas se gasto tempo com as cartas, sendo sincero, nem é tanto tempo assim. A maior parte do tempo que passo é olhando da janela para o rio e pensando pensamentos de futuros, outros, diferentes daqueles que vão se abrindo diante dos meus passos. Nas últimas cartas, pelos rascunhos que releio, percebo, ando forçando a alegria. O resquício desta empreitada se manifesta no tom de voz levemente alterado que surpreende os barqueiros e carregadores de sacas de café, sempre acostumados ao meu modo controlado de lhes dirigir a palavra. Quando dou por encerrado o dia já em noite fechada, como se tivesse trabalhado mais do que trabalhei, vou para o bar. A cada noite as ruas revelam-se em pesos turvos nos passo que dou. Ainda seria tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-735038823441089141?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/735038823441089141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=735038823441089141&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/735038823441089141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/735038823441089141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-porto-do-rio-ii-no-pequeno.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-4097419159902282249</id><published>2009-11-20T07:28:00.005-02:00</published><updated>2009-12-11T08:28:01.976-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;O último porto do rio&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui agora, sem horas para chegar, um barqueiro que vem quando nunca se espera, e me impõe cobranças de umas cartas. Do cais grita impertinente, me chama de senhor, e exige que lhe entregue sem demora as malditas cartas. Fico em dúvida se não deveria chamar-lhes benditas. Fala-me como se me fizesse um favor, eu que tenho que descer ao cais, mal me toma os envelopes e atira-os dentro de uma bolsa velha de couro sem me olhar, voltado que está para os seus afazeres, os que lhe são importantes. Lido com registros, todos sabem, do que chega e do que sai neste ultimo porto no rio, tudo tenho que por no lápis, sem esquecimentos, desonestidades ou distrações. Cobra-me tão seguro as cartas o sujeito, talvez, por me tomar por quem não sou, e como parece sempre muito apressado, não me ouve as explicações ou tentativas. Também não distingo por qual grito por dentro, mais forte do que o deste endoidecido que sobe e desce nas barcaças, é que me dobro sobre a mesa e deixo ir este rio de insignificantes e pulsantes desejos de dizer o que me são loucuras, anseios de lucidez, vesgos modos de olhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-4097419159902282249?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/4097419159902282249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=4097419159902282249&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4097419159902282249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4097419159902282249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-porto-do-rio-i-ha-aqui-agora.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-2547936879024297651</id><published>2009-11-14T10:44:00.000-02:00</published><updated>2009-11-14T10:45:50.058-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo XIII&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tarde após tarde é o seguimento&lt;br /&gt;de tentar desenhar casas&lt;br /&gt;numa pradaria longe desabitada.&lt;br /&gt;O franzido do sol caindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre o olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evoca a matéria verbal&lt;br /&gt;na qual se converterá&lt;br /&gt;a luz do desenho. Além de que&lt;br /&gt;entre outras regras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ramagem da brincadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deverá atravessar o deserto.&lt;br /&gt;Todavia, sabe-se, ele é demorado,&lt;br /&gt;e o que se dá a encontrar ali será,&lt;br /&gt;talvez, pela linha que se encaminha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pela esquerda da paisagem onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ruas em luas crescentes&lt;br /&gt;seguem pela noite de novas cidades&lt;br /&gt;e depois avançam&lt;br /&gt;pelos quadros de Escher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-2547936879024297651?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/2547936879024297651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=2547936879024297651&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/2547936879024297651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/2547936879024297651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-xiii-tarde-apos.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-6807295031277885245</id><published>2009-11-12T22:15:00.003-02:00</published><updated>2009-11-12T22:25:45.753-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo XII&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que a vida&lt;br /&gt;se faça de duas metades:&lt;br /&gt;uma consiste em tornar-se,&lt;br /&gt;a outra em inventar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novas sensibilidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para cada respiro. Cair,&lt;br /&gt;fora do próprio destino,&lt;br /&gt;quando acontece, acontece,&lt;br /&gt;e se vai onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se queria ir. O muro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é alto demais, constatam.&lt;br /&gt;Preso, o desejo de asas&lt;br /&gt;se desfaz pelo chão mesmo,&lt;br /&gt;ao som de latidos. O cão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem o pior grito. No entanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a idéia forma um repuxo&lt;br /&gt;e um amarrotado movimento&lt;br /&gt;no desejo antigo: sair por aí,&lt;br /&gt;se reencontrar, e ver no que dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-6807295031277885245?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/6807295031277885245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=6807295031277885245&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6807295031277885245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/6807295031277885245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-xii-pode-ser-que.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-890316834531279564</id><published>2009-11-11T17:37:00.009-02:00</published><updated>2009-11-11T21:41:18.700-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo XI&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os dias, frágeis louças do serviço&lt;br /&gt;do prazer, se contam em somas&lt;br /&gt;de prejuízos. Jogo que se impõe&lt;br /&gt;viver, a se querer ou não: lançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pétalas ao fogo até restar a haste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas mãos. O limite do número de pétalas&lt;br /&gt;tornar-se-á sentido e significado quando,&lt;br /&gt;por entre as equações de rosas desfeitas,&lt;br /&gt;se levantar em geometrias lindas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o inumerável amor. As pétalas se vão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao fogo, a haste guarda-se no bolso.&lt;br /&gt;A espionagem amorosa dos entendimentos&lt;br /&gt;dos segredos desenhados na louça,&lt;br /&gt;não desprezará, no cômputo geral,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o peso do perfume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-890316834531279564?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/890316834531279564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=890316834531279564&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/890316834531279564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/890316834531279564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-xi-os-dias-frageis.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-4426173425050510373</id><published>2009-11-09T19:58:00.001-02:00</published><updated>2009-11-09T20:30:43.061-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo X&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O peso de uma pedra&lt;br /&gt;se dissipa (há uma chance)&lt;br /&gt;na luz de um olhar.&lt;br /&gt;Pégaso atravessa a tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em corpúsculos invisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem irá cavalgá-lo não&lt;br /&gt;será a pergunta, mas&lt;br /&gt;como abandonar-se ao seu voo,&lt;br /&gt;pela densidade de cada coisa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de cada dia. Não restará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da transparência um vidro estilhaçado,&lt;br /&gt;o tédio. Há de ser (espero)&lt;br /&gt;o dia comum um imenso livro&lt;br /&gt;amarelo, o tratado da dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e do canto, aberto na página que versa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a teimosia deste jardim resseco&lt;br /&gt;que naquela rosa se transubstancia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-4426173425050510373?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/4426173425050510373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=4426173425050510373&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4426173425050510373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/4426173425050510373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-x-o-peso-de-uma.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-8640236630168655979</id><published>2009-11-08T22:48:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T22:50:42.107-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo IX&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ciclo de gritos, fracassos, ensaios&lt;br /&gt;de admiração do belo e espanto: códigos&lt;br /&gt;ainda, poemas depois. Alguns cães&lt;br /&gt;ladram diante do hábito amarelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do monge do farol que vai (ou que vem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lâmpadas, labaredas, amor&lt;br /&gt;criam luzes, sinalizam rumos&lt;br /&gt;e mares a se navegar. Se há&lt;br /&gt;uma ventania nos lados de dentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento é um impulso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para a cor dourada do sol. Viver,&lt;br /&gt;invenção de fazer resumos de mares,&lt;br /&gt;pedras, flores, átomos num&lt;br /&gt;rubro mundo pulsante no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo de entendimentos das coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;firma-se em letras e no preço de dizer&lt;br /&gt;cada uma pelo doce do nome. Espinhos&lt;br /&gt;e vinhos são barcos que passam. Um traço&lt;br /&gt;no fim de tudo mistura no mesmo vaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o auge do voo das gaivotas e  das constelações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-8640236630168655979?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/8640236630168655979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=8640236630168655979&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8640236630168655979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/8640236630168655979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-ix-um-ciclo-de.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-5758752604573784126</id><published>2009-11-07T17:03:00.000-02:00</published><updated>2009-11-07T17:05:48.637-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;vertere seria ludo VIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma fragata produz poesia&lt;br /&gt;nos temporais e tempestades&lt;br /&gt;com uma porção de prazer&lt;br /&gt;e outra de sustos. Viver é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cair num abismo, e amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o sentido oposto, subir.&lt;br /&gt;O abismo permanece, todavia.&lt;br /&gt;No transverso da sede de falar,&lt;br /&gt;a música ensina o que ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se sabe, ouvir. O fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do fundo do coração deve ser escuro,&lt;br /&gt;com pequenas e preciosas luzes,&lt;br /&gt;onde é provável se encontra o verso&lt;br /&gt; que mansamente constrói estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-5758752604573784126?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/5758752604573784126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=5758752604573784126&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/5758752604573784126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/5758752604573784126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-viii-uma-fragata.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-2305508816918483430</id><published>2009-11-06T23:01:00.003-02:00</published><updated>2009-11-07T08:07:20.754-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo VII&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo é melhor&lt;br /&gt;um trovão de susto e descobrir&lt;br /&gt;o dia, ainda que tarde, do que&lt;br /&gt;acompanhar a sombra do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ajudá-la a barganhar seus mofados pães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com os chacais. A coragem não virá&lt;br /&gt;dos lamentos em fins de outono&lt;br /&gt;sobre a bondade da palavra renasço&lt;br /&gt;que não foi usada na frase do amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxergar será lindo, a flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;surgiu do chão resseco, e é única.&lt;br /&gt;A balança que pesa o coração&lt;br /&gt;é regida pela mesma matemática que soma&lt;br /&gt;a claridade, o calor (amor) e a leveza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na longa(?) viagem dos raios do sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-2305508816918483430?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/2305508816918483430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=2305508816918483430&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/2305508816918483430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/2305508816918483430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-vii-de-qualquer-modo.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-3505838626299917275</id><published>2009-11-05T17:55:00.002-02:00</published><updated>2009-11-05T21:50:48.285-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo VI&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale no acúmulo&lt;br /&gt;é o tesouro&lt;br /&gt;que do monte foge.&lt;br /&gt;Amontoar só vale&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelo riozinho que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por entre os montes corre.&lt;br /&gt;Beber sua água,&lt;br /&gt;correr por suas margens,&lt;br /&gt;descer nas corredeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz uma riqueza por&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dentro, entre os amargos&lt;br /&gt;de viver. Dá um estalo&lt;br /&gt;de desprendimento&lt;br /&gt;soltar do bambuzal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a poesia que jamais foi pega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelas palavras que por aqui se acham,&lt;br /&gt;ossos descobertos pelos ventos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-3505838626299917275?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/3505838626299917275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=3505838626299917275&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3505838626299917275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3505838626299917275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-vi-o-que-vale-no.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-3225905538453188264</id><published>2009-11-04T18:32:00.001-02:00</published><updated>2009-11-04T18:34:33.585-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo V&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de dançar estima-se&lt;br /&gt;é o prazo de um fogo. A vigília&lt;br /&gt;já termina. O tempo é de ir.&lt;br /&gt;Ignora-se as roseiras floridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença querida se avista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao longe num outro jardim. Rosas&lt;br /&gt;amarelas e poesias de amor.&lt;br /&gt;Mas, desconhecido é o poema,&lt;br /&gt; o autor e o título do livro. Será&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;preciso ler a primeira página e encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a tradução de cavalos indomados&lt;br /&gt;na língua virada dessas palavras.&lt;br /&gt;Se assim se der, a festa recomeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-3225905538453188264?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/3225905538453188264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=3225905538453188264&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3225905538453188264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/3225905538453188264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-v-o-tempo-de-dancar.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-9087228878355331658</id><published>2009-11-03T22:36:00.004-02:00</published><updated>2009-11-03T22:45:04.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo IV&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mesmo o melhor olhar,&lt;br /&gt;o de amor, sempre acontece,&lt;br /&gt;emudece de ver, ainda que&lt;br /&gt;no dia mais azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale a limpidez do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando o passo de ir e a&lt;br /&gt;vontade de dizer te amo&lt;br /&gt;assombra-se em reviravoltas&lt;br /&gt;de incertezas da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo avança, e é,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e seja o que possa significar,&lt;br /&gt;um tanto é pouco, tal&lt;br /&gt;é a ânsia. O que por dentro anda,&lt;br /&gt;anda mais do que se pode ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do alto da montanha. Talvez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em círculos. Porque também&lt;br /&gt;se perde o passo quando se ama&lt;br /&gt;e se fica dando voltas&lt;br /&gt;no próprio coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bem-te-vi rascunho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traz no bico a flor dourada&lt;br /&gt;de benzer a noite,&lt;br /&gt;para se ter um sonho lindo, apesar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-9087228878355331658?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/9087228878355331658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=9087228878355331658&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/9087228878355331658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/9087228878355331658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-iv-mesmo-o-melhor.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480097967458229919.post-7095554274581504741</id><published>2009-11-02T11:02:00.003-02:00</published><updated>2009-11-02T11:08:06.850-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;vertere seria ludo III&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atirar ao vento as palavras&lt;br /&gt;mais solenes e amaciar&lt;br /&gt;com o refugo dos sonetos,&lt;br /&gt;que é a melhor parte deles,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sola dos pés e as curvas dos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, a seguir, na hora da noite que convier,&lt;br /&gt;arremessar a pedra dos sonhos no fogo&lt;br /&gt;e deixar ir aos céus as faíscas da liberdade.&lt;br /&gt;Poderá assim nascer um desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de cantar os salmos do amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é certo, todavia, vai que&lt;br /&gt;o peso do dia como água&lt;br /&gt;caia sobre as asas do beija-flor&lt;br /&gt;...e tudo seja outra coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480097967458229919-7095554274581504741?l=essapalavra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essapalavra.blogspot.com/feeds/7095554274581504741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5480097967458229919&amp;postID=7095554274581504741&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/7095554274581504741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480097967458229919/posts/default/7095554274581504741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essapalavra.blogspot.com/2009/11/vertere-seria-ludo-iii-atirar-ao-vento.html' title=''/><author><name>Dauri Batisti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07950543442502184386</uri><email>batisti.vix@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15542177389893316333'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry></feed>