04 junho 2009

VI

Posso pensar outro modo de dizer. Veja,
que tal se você falar assim com o seu patrão:

Quero pensar por mim, não o consenso.
Um desprezo me corroi, é o que venço
quando penso em gostar de poesia.
Perco a hora, a ideologia do que tenho que fazer,
entro-me pelo tempo num mundo onde posso
fazer outra vez, melhor, o que não. O atraso
será avanço. Não me verão.
Estarei enlameado de construção.

Vá... respire com ternura ao falar, depois volte.
Quero você comigo um tempinho a mais.

9 comentários:

tossan disse...

Quando escrevo, nada sei, quando fotografo sinto o encontro. Mas aqui sinto a poesia sem as fotografias. Abraço

Nine disse...

li tod a série, e amei..
poesia tocante,
perfeita!!!
e simples!!!
ameiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
abraço...

Anônimo disse...

isso é o hoje.
patrão?
beijo poeta

mundo azul disse...

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...boniiiiiiiiiiiiito!


Gosto do seu jeito de escrever...Gosto muito!


Beijos de luz e o meu carinho...


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paula barros disse...

Então, com certeza vou me atrasar, estou lendo o seu blog 00h47, fui assistir um palestra "Por que é difícil amar o próximo", com Gaiarsa, conhece? e depois dançar. Mas antes de dormir vim voar por aqui. Para acordar atrasada, mas em dia comigo.

E é difícil amar o próximo, porque não nos amamos, não respeitamos (não respeitaram) o nosso tempo, a música e a poesia que toca em nós.

E chega uma idade que é preciso se descontruir, arrancar "verdades", para uma nova construção.

Você sabia que você me ajudar? rsrsr

Você deixa eu voltar?

beijo, louca para acordar e ler.

Eurico disse...

Nessa palavras, a cura, para um mundo de seres automatizados.
Os adultos perdemos a revelia. Perdemos a sinceridade e a poesia. Perdemos tempo.
Perdemo-nos do tempo.
Perdemo-nos, sob a égide do tempo.

Mas há a (lou)cura possível: desfrutar desse tempinho, aqui e agora.

Abraçamigo, fraterno e atemporal.

paula barros disse...

Meu chefe mandou dizer que você se atrasou rsrsr

Gostei do comentário de Eurico, e assim vamos construindo pontes.

beijo

Marfim Cariado disse...

qbom q gostou, vou ler os seus abrç

Mai disse...

Não sei o que fazer com esta 'suposta' escravidão ao tempo...
Sabes o que poderíamos fazer?
Beijos,