09 junho 2009

(avulsos)

Lí,
salvei tuas palavras
enquanto ouvia uma música
triste. Saí.

Juntei
o que disseste e segui
para a rodoviária
sentindo a alça da mochila
machucando um ponto
nas costas, no ombro
onde carreguei
no passado
coisas tão lindas
que perdi. Acho que perdi.

Seguí,
encontrei um sentido
nas tuas palavras. Inventei

um poema em três rosas amarelas.
Uma eu levo, é tua, outra eu fixei
na lapela do meu casado cinza
e a outra... a outra eu joguei bem alto,
o mais alto
que eu consegui.

Tu me vês? Corro para te abraçar.

13 comentários:

paula barros disse...

Tem duas coisas (tem mais, claro) que me instigam demais quando leio perguntas e reticências.

Perguntas, ainda me sinto criança, acho que é para eu responder. rsrsr

E reticências fico completando com o meu sentir.

eu volto...vou trabalhar.

Princesa disse...

"Quando desenvolvemos o amor, nos tornamos mais positivos, tolerantes e atenciosos e, aos poucos, percebemos que os outros nos retribuem com sua bondade."
um beijo

Márcio Ahimsa disse...

...é que o abraço é sempre uma passagem de volta, nunca de ida, pois vem sempre em nossa direção, largo, seja correndo ou de supetão... mas sempre vem. Quando vai, já é o nosso que está indo, na direção oposta, mas para quem está do lado de lá, ele está vindo, de modo que sempre está vindo, voltando, chegando.

Abraços.

paula barros disse...

Eu voltei...

Abraço é muito bom, eu gosto. Correr para abraçar alguém que se gosta melhor ainda. Com duas rosas amarelas imagino uma cena linda. E se podemos imaginar uma chuva de pétalas amarelas perfumadas a cena fica encantadoramente linda.

Quando se carrega coisas lindas, com certeza de coisas lindas se está carregado.

boa noite!!!

Avassaladora disse...

"...onde carreguei
no passado
coisas tão lindas
que perdi. Acho que perdi."


Dauri, só me ensine o caminho onde encontrar essas coisas linda que também perdi...

Talvez para um poeta seja fácil...


Beijos!

f@ disse...

Esse poema... inventado nas roas deixa as pétalas perfumar os espinhos...

imenso beijinho

tossan disse...

Um poema de amor! Um poema de verdade! Abraço

ParadoXos disse...

um poema de levar na alma!!!
belo invento!



abraços

Marcos Campos disse...

Olá Dauri!
Obrigado pela visita!!
Com certeza a gente perde coisas pela vida...
Abraço!!

Deusa Odoyá disse...

Olá meu amigo.
Um lindo, doce e iluminado poema de amor.
O amor acima de tudo, as flores são o seu complemento.
A volta sem ida.
Beijinhos, meu amigo.
Regina Coeli.

Cosmunicando disse...

que lindo, a mochila, as rosas =)

Mai disse...

Sinto quando fecho os olhos.
Belo texto!

Eurico disse...

Hmmm. As referências, Poeta... A referência à Kerouac, o pé na estrada e a mochila. Graças ao Germano começo a ler melhor as tuas séries. Acho que é hora de reler-te.
Sim, ia esquecendo
há uma excelente resenha do On the road, na Revista Agulha.

http://www.revista.agulha.nom.br/ag68kerouac.htm