14 abril 2009

Um homem tão bom,
não o conheço,
escreve haikais

e outros poemas. Estava lá,
o homem tão bom,
num canto da livraria.

Não exatamente o homem,
nem sua bondade, mas
suas palavras,

num livro. Vários exemplares
que ninguém comprava,
em promoção.

Fugiu daquele canto a poesia,
ficou o poema num livro. Coitado do homem
que sonhou seu livro de poesia

e ninguém comprou. No canto da livraria
estavam seus poemas e haikais.
Fui embora, com um romance na mão.

5 comentários:

Gabriela Magnani disse...

eu tenho que fazer um poema sobre a chuva. me ajuda? eu estou desesperada! não sei fazer poemas ):

Maria Helena disse...

As palavras ,letras, livros podem amarelecer,desgastar e até desaparecer.Mas a poesia fica no ar ,
no cheiro .até na poeira;mas está lá ,no peito, no olhar ,no amor, se mostrando para quem quiser senti-la e agarrá-la.
Abraços de Maria Helena

John Doe disse...

Presentes pra você lá no Caderno, espero que aceite...

Eurico disse...

Interessante, também só encontro livros de poesia no recanto da livraria. E isso a faz superior, sua inutilidade, num mundo em que o utilitário sempre deixa resíduos e destrói.
E, diga a Gabriela que ela acaba de cometer um súbito poema:

"eu tenho que fazer um poema
sobre a chuva.
me ajuda?
eu estou desesperada!
não sei fazer poemas"

**********************

Está chovendo, Gabriela!
Lirica chuva, em teu grito.
Um súbito poema: Cai um toró.
Um repentino aguaceiro:
cai um poema!

Gabriela Magnani disse...

Eurico, você é um ANJO! muito, muito, muito, muito, muito, MUITO obrigada! E obrigada você também, Dauri, afinal sem você e esse seu blog, nunca conseguiria o poema! :)