O que eu já era e não dizia,
chi ora parla è i sogno, agora admito,
sou uma flâmula rasgada ao vento.
Meus oráculos não se realizam.
Eu, petite flambe, o mundo também,
somos o que já passou, e ainda é.
Acusam-me de dizer palavras ásperas,
cavas, sem azeite e sem perfume.
Abdiquei das predições, não mais as proclamo.
Quién habla ahora son los sueños, lindos sonhos,
dos quais não me recordei quando acordei
nas manhãs de susto e de medo.
Eles voltaram, e me falam e ampliam suas vozes
nas caixas do meu coração,
e me obrigam a falar.
Para mim mesmo. 誰現在講話是夢想.
Eles me convenceram
que a palabra é meu único remédio.
A parola me torna presente, apesar do passado
que me vem cercando por todos os lados,
me deixando aberta só a travessa
por onde o sol se levanta.
O que sou eu já sei, small flammule,
agora tenho uma certa paz.
Qui parle ils maintenant sont les rêves.
Não pronuncio mais oráculos,
componho canções que já foram compostas.
O que faço é alterar as palavras,
μιλά τώρα είναι τα όνειρα,
inverter as notas, subverter os versos
e brincar com a letra que fica assim.
Brinco. Mesmo que só por uns minutos,
누구가 지금 말하는지 꿈이다,
brinco para resgatar, lambendo
nas pequenas corolas,
de sazonais flores dos desertos,
الذي يتكلّم الآن الحلم,
filetes de lucidez e de ternura, pois que
enlouqueci. Acho que enlouqueci.
Who speaks now are the dreams. Todavia,
as vezes as gotículas de mel me fazem pensar,
flammule piccolo, que brincar talvez seja
outra forma de amar e suportar...
e continuar soltando oráculos.
Quién habla ahora son los sueños.