16 novembro 2008

Caminho

O dia se recolhe em paz,
o lago me olha em silêncio,
repenso ensinamentos.
Enquanto o sol no oeste se derrama em vermelho,
enrubesço pelos desejos do que ainda não aprendi.
Reverencio a noite e me ponho diante dos meus medos
com a confiança nos sonhos que ela vai me oferecer.
Eu estou longe, sozinho, saudades
finas mãos me acariciam o coração,
tenho um longo caminho pela frente,
mas estou no lugar certo.

Os dias são trovões que caem,
um rio de ânsias se encachoeira em tentativas de vôos,
me engasgo com lágrimas e invocações.
Enquanto o sol no oeste sofre por apagar os dias,
afogueio-me de um amor que ainda não vivi.
Receio a noite sempre tão próxima enfeiando a tarde
com tormentos e pesadelos de não conseguir chegar.
Estou longe, caminho interrompido, saudades
finas mãos me apertam o coração,
aqui mesmo por hoje tenho que ficar,
mas estou no lugar certo.

6 comentários:

Jacinta Dantas disse...

Oh! aprendiz,
vou seguindo-te pelo caminho, acompanhando seus passos que demarcam o enamoramento, deixando-se ver no olhar do lago. A ansiedade, essa por certo vem, mas que bom!
a certeza de se estar no lugar certo sinaliza o primeiro passo para fazer o caminho.

Dauri,
fico fascinada com o conhecimento que você deixa transparecer nesses poemas. Vou aprendendo...
Beijo

eder ribeiro disse...

mesmo que seja árduo o caminho, nunca devemos desistir de andar. abçs, aprendiz.

Oliver Pickwick disse...

Mente e coração aberto. Estes, são os verdadeiros mestres. Da Sibéria ao Oiapoque.
Um abraço!

Eurico disse...

"Caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar."
Abraço fraterno.

João da Silva disse...

Dauri, prezado, você é um filósofo que poetiza.
Abraços fortes do João

Tatiana disse...

Dauri... caminhando e aprendendo sempre!
Aprecio muito sua forma de escrever.
Sempre reflito muito a cada leitura.
Uma semana de dádivas para vc!

Abraço carinhoso