08 julho 2008

Ah meu Deus!

São dias os que se seguem.
Alguns, no entanto, não o são.
São temores, ao invés,
em que o viver que se vive
não é senão a nudez do dia,
desvestido da fraca luz que se rasga
por ventos ásperos e desnorteados.
São dias os que se seguem
Alguns, no entanto, não o são.
São sustos, acordar apressado,
em que se perde a corrente do tempo
quando no espanto o que se tem é uma noite:
quem sou, onde estou?
Ah meu Deus!

7 comentários:

Jânio Dias disse...

Ah, amigo... Alguns são respiração nas mãos, suor nas pálpebras, coração na boca.

Eurico disse...

No fundo dessa Noite dormem as respostas a essas perguntas. Ora, direis, perdeste o senso? Não, amigo Dauri, ouví estrêlas!
No fundo da noite fulge uma espécie de protopoesia. Ah, minto eu, no fundo do Dia também, e no fundo de Tudo...rs
Abraçamigo e fraterno.
Bom ser teu amigo.

Fernando Rozano disse...

como é necessária a nudez do dia para que possamos descobrir a nossa, a que habita a alma e insistimos em deixá-la escondida. poema de extrema sensibilidade. grande abraço.

Mariah disse...

me angustia olhara para o calendário e não me lembrar como preechi todos aqueles dias...

adoroa "Descança Coração"...adoro.

mariah

John Doe disse...

me perdi nas horas e no tempo que passou até sobrar apenas um pequeno lampejo do que fui ou do que poderia ser, agora só me restam as palavras pra escrever e ler e quem sabe achar o que falta, o que se perdeu...

poetriz disse...

Tem dias que pra mim também passam assim, eu acordo e quando dou pro mim, já é hora de voltar a dormir...

Bjs!

Jo disse...

Dos dias q não são Há mais q os q são, não estar norteado pelo crivo do -É- é estar são.


;^)