15 junho 2008

Algo escorria, algo amarelo

O vento sem gritaria
soprava bolhas brilhantes sobre a parede.
Lá elas batiam e estouravam.
Algo escorria, algo amarelo
como se fossem ovos,
mas não eram.
Aproximei-me com nojo
com luvas e encobrindo o nariz.
Olhei, analisei, vi
o que era amarelo
era ouro que escorria,
um ouro que nada valia.
Eram decepções.

13 comentários:

Oliver Pickwick disse...

"O vento sem gritaria
soprava bolhas brilhantes sobre a parede..."


Aprecio a maneira de como esculpe as palavras, Dauri. Acrescente ao ofício de poeta, o de escultor.
Saudações do condado!

o Cronista disse...

rsrsrsrsrs

ja me decepcionei com tanta coisa amarela.

Alice disse...

.... o pior é ver tão lindo ouro a escorrer e se perder.

bjus no seu coração

Wellington Felix disse...

Quando o Ser confunde-se com o Ter
, decepções a vista, a vista da poesia revelações, belo poema Dauri, alias virei fã,a cada dia que aporto aqui, gratas surpresas, você esta mais profundo e natural, seu poema atinge em cheio nossa sensibilidade. Obrigado

Otavio de Castro disse...

não acredito mais no amarelo do ouro... rs
abraços

Lyani disse...

O.O
Eu fico sempre boquiaberta.
Que lindo este Dauri.
No começo me lembrei de uma cena que vi numa peça publicitária, depois vi que não tinha nada a ver, que era mais uma das suas lindas criações.
Adorei.
Bjos

Luis Eustáquio Soares disse...

salve, poeta, ouro de decepções, o o que nos falta, apesar da discurseira que diz que vivemos no munod da diversidade, são mesmo opções.
me abraço,
luis

Gabi disse...

Eis a beleza da poesia...

silas disse...

bom dia!!!
gosto muito de seu blog e ficaria muito feliz em ser um parceiro seu. sou adm. do blog "o fogo anda comigo" (thefirewalkswithme.blogspot.com) que tem como fim divulgar nova e boa poesia, na ideia de um sarau amplificado!
adoraria ter sua ajuda na divulgação da iniciativa a partir de seu blogroll. (me envie um email- ofogoandacomigo@yahoo.com.br - para eu colocar seu link la).
Obrigado.

Dauri Batisti disse...

Valorizamos em demasia muitas coisas. Projetamos imensas expectativas sobre as pessoas. Revestimos de ouro quem não é nada mais que um igual. Então, chega o dia em que tudo cai, o ouro se desfaz.

fadazul disse...

...Ou pérolas aos porcos? sabe-se lá, apenas nada é melhor que nada como ninguém é melhor que ninguém
bjks, fiz nova postagem.

F. S. Júnior disse...

nunca imaginei que as decepções pudessem ter cor de ouro... bela reflexao-metafóra.

Poesia! disse...

bom dia!!!
gosto muito de seu blog e ficaria muito feliz em ser um parceiro seu. sou adm. do blog "o fogo anda comigo" (thefirewalkswithme.blogspot.com) que tem como fim divulgar nova e boa poesia, na ideia de um sarau amplificado!
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Obrigado.