11 abril 2008

Fragmentos apócrifos - doc. de Paris 110458

A dor entrou esperta
e emperrou todas as travas
de todas as portas.
Impediu-me de te encontrar
onde sempre te guardei no lado interior
onde agora dóis tu em mim.
Eu, eu fiquei preso fora
e tu presa com a dor dentro de mim.
Ah, quero viver o amor de outro jeito,
guardar-te longe da dor, do lado de fora,
a meio metro de distância, ou até onde vai
o calor do meu corpo... e te alcança.
Aprendi em Cafarnaum, é urgente viver:
o coração é o lugar da dor;
o lugar do amor é o calor
esse fora da gente ao redor
como os raios de um sol.

4 comentários:

Elcio Tuiribepi disse...

Olá Dauri...

É verdade, a dor a gente guarda dentro, as vezes silenciosa, as vezes madurada, as vezes inflamada e muitas vezes apenas adormecida...Um abraço na alma...bom fim de semana...Elcio

eder ribeiro disse...

realmente a dor, se nela ficarmos, cria travas e nos deixam tão distante do amor que, às vezes duvidamos que ele exista de verdade. abçs.

Mike disse...

a dor
o amor
calor

ar-dor que guarda entre braços
proteção, do lado de fora da porta
até onde alcança tuas mãos
e até onde o calor do corpo de um emana suficientes raios de sol
a fim de esquentar (e querer)
o outro

cafarnaum

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