12 março 2008

Vaziez

A dor faz surgir universos,
tantos e estranhos,
inclusive os que agora me atravessam,
mundos não planetas,
espadas de dois gumes,
luas frias e cortantes
afrontando a minha carne
- de que vale a minha vontade? -
como se eu fosse tão somente
o espaço da vaziez por onde giram.

Este poema é atravessado, aberto. Poderá ser refeito. Ou deletado.

9 comentários:

Mr. Ziggy disse...

Deletado? Tu que pensas... Desde o primeiro contato com a primeira letra dele, já faz parte da minha história e de tudo quando guardo nas minhas gavetas internas. E eu gostei pra caraca, dá licença? (rsrsrs!)E atravessou, chegou cortando tudo, graças ao poeta cruel, que planejara seu crime de forma tão bela e bem calculada.
Abraços,
Ziggy

Mike disse...

Esse poema é atravessado por teus dois universos... homem virgem / utopia deflorada... dor que arde e queima o peito como aquele sorriso que marca a face.

Grande Dauri, abraço

Alessandro Palmeira disse...

Muito grato por tua visita.
Quanto a poesia que você diz "destetar" eu a encontrei em vários dos teus textos, e de uma forma extremamente bela.
Abraços amigo.

:: Daniel :: disse...

Não apaga, não!
Muito bonitas as suas palavras.
Fortes, densas, doloridas até. Mas belas.

Abraço!

Dauri Batisti disse...

Grande mike,

dois universos � muito pouco. Coloca ali mais mil, pelo menos.Hehehe! Os mil e dois universos de um amador de poesia. Entre a inoc�ncia/pureza/virgindade perdida e a utopia deflorada/n�o realizada existem muitos outros universos. Mais confusos/complexos, alguns lindos e outros horr�veis. Eu n�o me deixaria tomar por personagens que que querem se expressar se n�o viajasse em rede, desorientadamente, circularmente, entre muitos universos, ou, quem sabe, num �nico. Dois estabelece extremos, retas. Gostei dos pilares que voc� escolheu para levantar seu stargate.
Grande abra�o e obrigado.
Este � o Mike!
Bons estudos. Estudar cinema deve ser muito bom. Ou seria deflorar uma utopia?


Caro Alessandro,

bom receber o coment�rio de um escritor que viu em v�rios dos meus poemetos forma extremamente bela.
Obrigado.

Juliana Caribé disse...

No seu caso, a dor faz surgir (uni)versos.
Não delete. Reescreva, melhore, mas não esqueça.

Beijos.

o Cronista disse...

hummm
gostei btt,
a construção direta, simples, seca!
a dor realemnte faz surgir mtas coisas...

F. S. Júnior disse...

a dor é uma coisa estranha, destrói mundos para construir universos... derrete o sol para iluminar a lua... no fim das contas, a dor nos deixa mal para nos fazer melhores...

Toninho Moura disse...

Depois de escrito pode ser apagado do papel ou deletado do disco rígido, mas continuará na memória para sempre.