23 outubro 2007

Estou farto de não partir

Se as cigarras cantam até a explosão,
danem-se! O que posso eu?
Bem menos posso quando canto,
nem aos pardais espanto,
pois comigo se habituaram
aos meus lindos quintais.
Fico assim nesse poeminha preso em casa
desnorteado entre ver e dizer,
desorientado entre os anseios e os outros,
impedindo-me de sair por ai.
Há tantas estradas me esperando
e já estou farto de não partir.

3 comentários:

Ana Paula disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Paula disse...

Concordo com o leitor Pedro Canal que diz que esse blog é "todo sentimento". Acrescento que esse é um espaço especial, arrojado e inteligente, com expressões novas que estimulam o interesse pela leitura, pois a cada produção surge um novo encantamento.
A sensibilidade do autor que se se derrama em palavras é, sem dúvida, o transbordamento da emoção. Que Deus o ilumine e o cubra de bênçãos inspiradoras para continuar presenteando esse espaço.
Ana Paula

Wellington Felix disse...

Parabens lindo poema!

Partir é por vezes um parto
doloroso e imprencídivel e tambem o é
_assim leve como se reencontrar em voce...