09 dezembro 2012

, mas poderia ser insistência demais, insistir com Deus, com o tempo, para que voltassem os passos que não dei e o tempo me desse a chance de seguir por outros caminhos, guardar o que aconteceu em laços tão fortes, tão fortes como barras de uma cadeia, não, não darei mais esses passos, não voltarei mais pela memória aquele dia, a noite nem fora assim tão maravilhosa, fora sim, uma noite inesquecível, mais do que qualquer coisa ali, havia outra, outra coisa, mais que coisa, menos que, uma luz que diz que aquele é o momento, talvez de um nascimento, de uma morte, nada comum, tão comum, solene é melhor dizer, sublime, ou tudo criei, tudo inventei, me amparei tantas vezes nas lembranças daquele encontro, um porto pequeno perdido, um posto de beira de estrada sem movimento, esperei que por milagre nos encontrássemos de novo, o mundo deu voltas, é hora de, o avião já está aterrissando, outra hora retomo a leitura

4 comentários:

Dauri Batisti disse...

Outro pequeno conto

Paula Barros disse...

Senti ao ler uma narrativa apressada. E fui lendo, lendo, lendo...
Sua escrita geralmente me faz lembrar algo...no meu caso o avião ia partir, e o tempo não volta. E os passos nunca serão refeitos.

EDER RIBEIRO disse...

e se assim pudéssemos, voltar no tempo, e ao invés de usarmos os pés, fosse possível ir de avião, teríamos a mesma sensação, a vida passa rápida. Abçs.

Maria Helena disse...


Penso que você deu uma sensação de ligeireza ao seu texto para mostrar com sensibilidade a brevidade e a rapidez com que passamos por aqui.
Eu gostaria de voltar no tempo.Sim e como...