20 agosto 2009

Fragmentos de momentos
mundos que giram nos mundos de mim, palavras
e conflitos, ambição de dizer qualquer coisa.

O que vai longe vai sem asas.

O brilho do vagalume
não ilumina caminho nenhum.
É urina o que na escada escorre.

O odor de um poema pode ser dourado.

Haverá de parecer nobre o azul
de certas palavras, em versos,
mas o cobre no chão é outra coisa.

Isso é uma atadura que se soltou.

O que se põe com letras por ai
não representa sentidos,
mas bifurcações.

Escorreu o que foi dito e logo secou.

3 comentários:

Mai disse...

e elas saem assim andando como se quisessem ir...indo... e fui mode ver se curava a dor de um lugar que doía e não era umlugar era dor que nem sei...

e uma gaze nem estanca só tapa um cadim.
beijo.

paula barros disse...

"mundos que giram nos mundos de mim, palavras"

Deixa esse mundão girar. Quem derrama palavras de si, e nas palavras se derrama, sabe a importância de se derramar. Muitas vezes não dá para estancar. É preciso deixar sair, o pus, a salmora, o passado, os sonhos de um futuro que se sonha, a seiva,as lágrimas, tudo palavras...é preciso se derramar para se re-construir.

(acho que falei de mim de novo)
Esse não vou levar, vou deixar.

Dauri, amigo mental, adoro conversar contigo e com o que li, hoje acordei conversando e escrevendo.
És importante na minha caminhada. E vai escrevendo...rsrs

abraço

Opuntia disse...

Mesmo sendo bi, tri, tetra, penta... furções, o importante é que através das palavras nossos mundos se comunicam.

Bjos