05 setembro 2007

Interstício

Estou num interstício
indo e vindo
procurando resistir.
Não crio nada de coerente
só me debato contra as correntes
sangro e choro esse desejo
que me impõe um aqui
me inventa
venta como deus
me sopra nas narinas
e me faz “feliz”.
Me produz entre aspas
me cobre com uma capa
E me diz:
desapareça

Um comentário:

Eurico disse...

Já anunciavas nesses Interstícios, as correntes com que o poeta se debate e o desejo que se nos inventa e desinventa...